Palavras de amor, palavras de afeto, palavras de alegria, palavras de amizade, palavras de carinho. São tantas palavras... Palavras, palavras...


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Casinha do Sertão


Saudade de minha casa de taipa
No meio do meu sertão
Uma casa de barro batido
Levantada com muita emoção
Foram momentos lindos
Que guardarei no coração

Ao amanhecer o dia
Quanta alegria no peito
Pois mais um dia iniciava
E pela bênção do meu leito
E agradecer também pela saúde
E por tudo de bom que tem feito

Via minha avó toda contente
Na cozinha da minha casinha
Um pote de água próximo ao fogão
E na mesa uma quartinha
E numa panela de barro
Cozinhando uma galinha

O café no bule quentinho
E a cuscuzeira a cozinhar
Um cuscuz de milho
Para a gente merendar
E as toras de lenhas
No fogão pronto pra queimar

Assim é o retrato
Duma casinha do sertão
Urupemba, toalha e jerimum
Nos dando uma visão
Da humildade do camponês
Esse heróis sem instrução

Hoje sinto muita saudade
Da pureza que tinha no sertão
E as conversas a0o anoitecer
nos traziam emoção
Hoje é só uma lembrança
No fundo do meu coração

Israel Batista

*Essa casa é uma ilustração feita pela secretaria de cultura de Várzea Alegre no barracão da cultura, da qual me lembrou a minha antiga casinha no sítio Gamelas. Foto do meu arquivo

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Vida De Poeta e De Escritor...








Vida de jogador e de ator é que é boa!



Vida de jogador e de ator é que é boa. A de jornalista também, mas nem tanto. Há muita competição entre os jornalistas, e a mídia não dá muita importância aos seus agentes. Agora, ser ator e jogador de futebol...Isso é que é espetacular. No futebol, por exemplo, o jogador faz uma jogadinha espetaculosa e aí, pronto, toda a mídia (televisão, jornais eletrônicos ou não, revistas escrita, revista de televisão...) dá a maior cobertura. Se o cara é convocado pra seleção, nossa, uma badalação, babação, bajulação danada. Total. Tem cobertura pra todo lado...Véspera de jogo, durante o jogo, após o jogo...Nossa, como tem ibope e como fica na berlinda, na sala vip esse pessoal...Jogador aparece nos jornais de horário nobre, vai a programas de televisão, aparece sendo júri, participa de programas de rádio e até desfila em carro aberto, quando seu time vence um evento esportivo...Tem um castigo: fica desempregado se brigou com a mídia quando esteve fazendo sucesso. Ai, não tem um emprego de comentarista, nem participa mais de nada. É queimado mesmo! Some! Fica na sarjeta. Um pobre coitado!

E o ator de televisão? Menos ou mais? Mais, muito mais. A emissora de televisão na qual ela ou ele trabalha (talvez isso reze no contrato) só falta dizer que o cara ou ela é um deus uma deusa. Às vezes, nem é uma coisa nem outra! Mas sua emissora o eleva lá nos altos. E quando é ator de novela...Ai, ai! Sai de perto...Antes de a novela ir pro ar, participação aqui, acolá, cobertura de todas as formas, de todos os jeitos, lançamentos, entrevistas...E vem a famosa pergunta: e aí, qual vai ser mesmo seu papel nessa big novela (E a novela nem é lá essas coisas)? Vilã (ão)ou mocinha (o) comportadinha (o)? E a (o) entrevistada (o) responde: Ah, vai ser um sucesso. O autor (aquele que a (o) escolheu para fazer parte do elenco) é fora de séria. Suas novelas são sempre sucesso. Sabe como é que é, né!

Aí, antes da novela estrear, o elenco vai participar dos programas de televisão da emissora, aparece nas rádios, nos jornais...Em tudo que é lugar. É apoiado para promover a novela e, com isso, se promove também.

Às vezes, nem é alguém com exemplar desempenho no teatro, no cinema, nem na televisão, mas, com todo esse aparato à sua disposição, a mídia dando esse apoio todo...Quem é que não acaba passando de medíocre à galã, vedete e candidato ao prêmio maior, o Oscar? E tem aqueles que acabam como apresentador de programa de televisão, rádio, ganha uma coluna nos jornais...
Vida de jogar e de poeta é que é boa. É, meu amigo, mas nem tanto. Jogador de futebol, se não for inteligente e aproveitar os poucos anos de sucesso para garantir aquela parte da vida em que seus instrumentos de trabalho (talento, condições físicas e outras circunstâncias) são ativos, terminarão tão (ou mais) pobres do que quando começou...Isso quando não termina com uma doença incurável, metido nas drogas, alcoólatra e numa profunda depressão, triste, sozinho e abandonado. Jogador de futebol pode ser vítima também dos dirigentes e dos técnicos de futebol. Podem ser postos de escanteio, ficam de castigo no banco dos reservas e têm seu futebol enterrado pela ignorância do técnico...
Já na literatura, coitado do poeta e do escritor....e da poesia! Sonhando sempre com a possibilidade de ser lido e da editora aceitar a publicação do seu livro, tem que lutar para ter pelo menos uma tiragem de 500 exemplares circulando no mercado. Isso quando ele mesmo paga a editora pela publicação da sua obra. Cobertura? Divulgação? E quem disse que literatura dá Ibope? E quem disse que a mídia gosta de quem não dá Ibope? Nem mesmo a mídia mantida pelo poder público dá importância a esta classe de abnegados.
Eventos esportivos estão sempre acontecendo e o pessoal desse meio está sempre aparecendo, participando, nas premiações, nos jures, às vezes como comentaristas, etc. Na literatura, o próprio meio alija os incipientes, aqueles que estão começando. Nesses eventos culturais, literários, as oportunidades são dadas só para escritores e poetas consagrados. Os já famosos, Sabe como é que é: riqueza gera riqueza, fama gera fama, poder gera poder...Os iniciantes? Ah, esses ficam sempre no anonimato. Não poderiam, por exemplo, em cada evento nacional ou de outro nível, convidar poetas e escritores ainda no anonimato para mostrarem seus trabalhos, sua verve literária? Que nada! Mas como um poeta chega a ser conhecido, tornar-se bem sucedido, se não há apoio? E há mídia pra isso? Sei lá...Quero dizer: é claro que não! O meio só dá importância para um Drummond, um Quintana...um Fernando Pessoa...Uma Clarice Lispector...Mas, e eles precisam de apoio? Não já são famosos? É que a fama deles faz a mídida crescer, aparecer, ser lida, se eles são evidenciados...Que benefício traz um principiante para a mídia?

A vida, o final para atores e atrizes, não é tão cruel assim. Mas, fica ali colado nesse the end. Eles e elas, se não souberam administrar a riqueza adquirida no tempo do auge da carreira, olhando para o tempo em que nada mais restará a não ser lembranças, saudades e ostracismo, vão sofrer amargamente e suas lágrimas terão cor de carmim. Já vi, por exemplo, muitos atores e atrizes ignorados pelos autores de novelas...São alijados porque tiveram algum desentendimento...





Já para o escritor ou poeta, é no fim da vida que pode chegar o grande sucesso. E quando isto não acontece é porque ele já deixou o sonho no meio do caminho e foi fazer outra atividade, senão acabaria morrendo de fome. Pelo menos é capaz de descobrir isso a tempo.

De uma forma ou de outra, bom mesmo é ser jogador de futebol ou ator de televisão, cinema...Com tanto apoio assim, só não fica rico, famoso e bem sucedido quem não sabe e não quer. Apoio, condições e terreno pra isso é o que não falta...
Será? Já estou em dúvida...Enquanto escrevia este texto já aconteceram tantas coisas...

By: jose valdir pereira

Lançamento de Livro - Dra. Linda Lemos







Trata-se de um livro singular e particularíssimo, escrito com a emoção e o afeto, mas carregado de certezas e verdades, no que tange à verificação das fontes, ao apuro dos fatos históricos, e também no pertinente à sua disposição temática. Dimas Macedo Poeta, jurista e crítico literário Academia Cearense de Letras
Em última análise, um livro de consulta necessária, em todos os seus aspectos, através de NOTAS (bem trabalhadas) PARA A SUA HISTÓRIA. Sinésio Lustosa Cabral Sobrinho Poeta, escritor, editor Academia Cearense da Língua Portuguesa
Maria Linda, por esta obra, divulga Várzea Alegre entre os que não a conhecem e, entre os da terra, relembra-lhes o que havia ficado no passado. João Gonçalves de Lemos Advogado, escritor historiador Academia Lavrense de Letras
Fragmentos para a História de Várzea Alegre, pelo seu conteúdo histórico de belíssima execução, revestido de acurada riqueza de informações, constitui-se uma peça valiosa. Francisco Lima Freitas Jornalista, escritor Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará
Um sonho acordado. É assim que percebo esta obra. Um mosaico complexo, resultado da revisão na antropologia e na sociologia de uma sociedade em construção. José Sávio Teixeira Pinheiro Médico escritor Academia Brasileira de Cordel




DATA: 27 de outubro de 2011 HORA: 19h30min LOCAL: Centro Cultural OBOÉ Rua Maria Tomásia, 531 – Aldeota Fortaleza-CE - Fone: 3264.7038 Nota: Em Várzea Alegre-CE, out/2011. na Semana do Município.

Recebido por E-mail

domingo, 4 de setembro de 2011

Chicão



Chico, você não me engana
E nem me engana as Menezes,
Tive aí algumas vezes
Passando fim de semana.
Mas seu pé de cajarana
Nunca deu sombra pra mim,
Faltou apoio ao Mundim
E sobrou para o prefeito.
Mas a vida é desse jeito
Quem manda  eu ser miudim.
 
Chico, você foi lugar
De paz e felicidade,
Quando as loiras de Cumpade
Não pensava em lhe deixar.
Mas resolveram voar
A procura do espaço,
Cada qual fez o seu traço
Num local bem diferente.
E você tá indigente
Porque lhe falta um pedaço.
 
Chico do vate, Bidinho,
De Joaquim e Izabel,
Chico de Otoniel,
De Zé de Mãe e Agostinho.
De Klébia, Osmundo e Clecinho,
De Creuza, Brazão e Dinha,
De Alencar e Barbinha,
De João Coragem e Roldão.
Chico de recordação
Chico de saudade minha.

                                            Mundim do Vale

(Por minha conta dedicado a Klébia e Magnólia!)
                        Flor das Bravas

sábado, 3 de setembro de 2011

A bota que não era do Judas

    
       Bota a bota no pé e vai...
       Eram vinte horas do dia vinte e dois de julho de dois mil e onze. Botamos as botas nos pés e fomos à Rodoviária de Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, esperar a boa vontade de quem não vem. Esperamos até meia noite o ônibus que nos levaria a São Paulo.
Esperamos sentados, porque em pé cansa! Enfim, chega o ônibus, lá vão as botas, pé ante pé, subindo para se acomodarem e seguirem viagem. Seis horas de viagem. Chegamos a Tietê. Ou é ao Tietê? Deixa pra lá! Chegamos à Rodoviária do Tietê. O que dá no mesmo.  Nosso destino, que não era final. De lá pegamos outra condução para São Bernardo do Campo e mais outra para o destino final, Jardim do Lago, Ipê, Detroit... Quanto Jardim tem São Bernardo!
       E a bota no pé!
       Largamos a bagagem num canto, tomamos café e todo trajeto de volta com destino ao Museu da Língua Portuguesa. Foram horas de muito prazer. Vimos e ouvimos belos poemas. E muita informação a respeito da nossa “inculta e bela última Flor do Lácio”!
       E a bota no pé!
       Nosso guia turístico era o Ikaro, não o das asas de cera, mas de igual tranquilidade. Retornamos a São Bernardo exatamente às dezenove horas. Quase vinte e quatro horas de bota no pé. Andar, já não se agüentava mais. Embora sendo a bota hiper-confortável, nem vou dizer a marca para não pensarem que temos dinheiro, foi cansativo.
       O grupo tranquilo. Ninguém reclamou. A bota ia levando o pé que já não andava. Eram três as meninas de bota. Porque São Paulo estava muito frio, foram elegantemente de bota de cano longo, salto baixo ou médio, mas foram.
       No domingo, reunião familiar na casa do Ikaro, para aquele almoço delicioso. Segunda feira, Rua Vinte e Cinco de Março, almoço, Tietê, Rio de Janeiro, casa, cama e bom descanso, porque merecemos!
       Com sincero agradecimento ao menino sem asas, mas de muito boa vontade, Ikaro Nikaell.
E a paciência dos acompanhantes: Ilana, Andressa, Francelino e a criança mais jovem, José Bezerra.

Artemísia





    


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Greve dos Professores

Ou o governo é sem noção
Que não sabe o que fazer
Ou então a repressão
Tá querendo renascer.
A greve do professor,
Parece mais com terror
Ou com caça a mrginal.
O professor desarmado,
Acuado e atacado
Por força policial.

Uma reivindicação
De qualquer categoria,
Merece mais atenção
Ao ivés de artilharia.
Professor não é bandido,
Para ser tão perseguido
Sem poder se defender.
Se o governo é insensível,
Para melhorar seu nível
Vá pra escola aprender.

Quem leciona ciência
Geografia e História,
Quando assiste violência
Se lembra da palmatória,
Uma peça ultrapassada,
Pode agora ser usada
Na classe policial.
Que vão levar uma sola,
Quando chegar na escola
Para fazer o Mobral.

Mundim do Vale.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

JOGRAL: A Gramática Internalizada




A- Não há quem fale ou escreva
Sem da gramática precisar
Só precisa que o educador
Possa com calma sistematizar

B- Se é normativa
Formal ou descritiva
Pode ser transformacional
Ou até mesmo gerativa
C- Mas vamos falar agora
Sem medo de errar
Da gramática internalizada
Com atenção venha escutar

T - A gramática internalizada
É o berço de nossa língua
D- A gramática internalizada
É muito simples vou explicar
Escute com muita atenção
Para não se atrapalhar

E- É a maneira que falamos
Na nossa tenra idade
E muitos desses vícios lingüísticos
Trazemos em nossa mocidade

F- Se o cidadão é ignorante
E nunca foi estudar
Ele aprende o idioma
Da maneira que ouve falar

T - A gramática internalizada
É o berço de nossa língua
A- Definida como conjuntos de regras
Que o falante domina
É a gramática implícita
Que assim se denomina
B- É o conhecimento lexical
Que todo brasileiro entende
Conhecido por gramática internalizada
Que o cidadão fala e compreende


C- E nesse momento iremos falar
Dessa matéria muito importante
Espero que todos compreendam
Nesse exato instante

T- A gramática internalizada
É o berço de nossa língua

D- São normas de português
Que devemos aprender
Para que no nosso dia-dia
Possamos tudo desenvolver
E- Tudo que aprendemos
Para nós é de valor
Regras do nosso idioma
Que executamos com amor

F- Pare um pouco pra ouvir
E ao ouvir aprender
Que no final de tudo
Não irás se arrepender
T - A gramática internalizada
É o berço de nossa língua

A- Se a criança fala assim
Mamãe quero meu merenda
Ele não falou tão errado
Peço que entenda

B- Se outra contente fala
Eu quero meu carro
Também deu pra entender
Não queira tirar sarro

C- É o dever da pessoa culta
Neste instante consertar
Esse pequeno erro
Que a criança veio praticar

T - A gramática internalizada
É o berço de nossa língua

D- Pra chegar à gramática normativa
Tem um grande caminho a percorrer
Iniciado pela internalizada
Passando pela descritiva até nisso ocorrer


E- O total aprendizado
Pelo nosso estudante
Mas cabe ao professor
Ensinar a todo instante

F- O que é certo ou errado
No nosso português
E verás que não é difícil
Isso falo pra vocês

T - A gramática internalizada
É o berço de nossa língua

A- E voltando a falar
De nosso tema central
Peço muita atenção
A esse tema educacional
B- A gramática internalizada
Vem do nosso interior
Ao ouvirmos as primeiras palavras
Aprendemos sem temor

C- Ao construirmos as primeiras frases
Sem nexo gramatical
Mas tem um sentido correto
Na maneira do uso informal

T - A gramática internalizada
É o berço de nossa língua

D- Para quem é educador
Deve isso saber
E o aluno iniciante
Tem que isso aprender

E- A nossa língua escrita
É o caminho da educação
Tem que inicia-lo a leitura
Isso falo com razão
F- Ele aprende corretamente
A ler e a escrever
E passa a ser culto
Valorizando o saber
T- A gramática internalizada
É o berço de nossa língua

A- Patativa do Assaré
Tem uma vasta obra
E a gramática internalizada
Lá se tem de sobra

B- Ele por ser matuto
E a escola não freqüentou
Da maneira que se expressa
Em seu livro colocou

C- Vou dizer uma quadra
Mostrando seu português
Prestem muita atenção
Isto digo a vocês

T - A gramática internalizada
É o berço de nossa língua

D- Sou fio das matas, cantô da mão grossa
Trabáio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
Só fumo cigarro de paia de mio

E- Quantos erros de português!
Mas deu pra entender
A mensagem foi transmitida
E nós podemos conhecer

F- O idioma do camponês
Que é a internalizada
Mas que tem a sapiência
Em toda sua caminhada

T - A gramática internalizada
É o berço de nossa língua

A- O tema e muito extenso
Mas eu vou parar
Não tenho o dia todo
Para ele explanar

B- Esperamos que tenha ficado claro
Essa nossa explicação
Qualquer dúvida que tiver
Não tenha preocupação

C- O educador está aí
Para nos esclarecer
Todas as dúvidas que tivermos
Isto falamos pra valer
T- A gramática internalizada
É o berço de nossa língua

D- Pedimos desculpas
Se o jogral não agradou
Fizemos o possível
E tudo foi feito com amor

E- Por isso nosso perdão
Agora está dito
Isto foi o que pesquisamos
E é nisto eu acredito

F - Estamos agora aqui
No intuito de aprender
Cabe ao educador
Sua função desenvolver.

T - A gramática internalizada
É o berço de nossa língua.


Israel Batista