Palavras de amor, palavras de afeto, palavras de alegria, palavras de amizade, palavras de carinho. São tantas palavras... Palavras, palavras...


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

MICRO-SONETO


Busquei na poesia
Meu porto seguro


Encontrei a alegria
E um amor puro

Como é bom compor!
Isto falo com amor.

Israel Batista

*Estilo criado por mim semelhante ao soneto, só que sendo dois, dois, um, um. Espero que vocês apreciem.

SE MEU AMOR ME DEIXAR FICAREI NA SOLIDÃO


Sei que é muito ruim
Digo nesse meu poema
Um grande dilema
Mas se tem que ser assim
Não será o meu fim
Mas doerá no coração
Uma forte desilusão
Que me fará chorar
Se meu amor me deixar
Ficarei na solidão

vai ser grande o sofrimento
Nesse meu viver
Não terei mais prazer
Só mágoa e lamento
Aumentará o tormento
Digo com convicção
Acabará a emoção
E ficarei ao deus-dará
Se meu amor me deixar
Ficarei na solidão

Mas hoje estou feliz
Ao lado dela
Uma musa singela
Linda como uma atriz
Não sou mais infeliz
Tenho amor e emoção
E nessa ocasião
não quero nem pensar
Se meu amor me deixar
Ficarei na solidão.

Israel Batista

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

COMPOSIÇÃO LITERÁRIA SEM A LETRA A




EXMO. SR. DIRETOR

Sou o leitor de seu periódico, desde o primeiro número. Felicito-o pelo êxito do empreendimento, pelo evento que veio enriquecer o nosso povo ledor.
Por mim, estou muito contente porque me sinto feliz com tudo que é bom e útil. Nem sempre encontro o que ler em estilo sóbrio, festivo, divertido e noticioso.
Sonhei sempre com um periódico jovem, no vestir e no sentir, livre no dizer, forte no defender os direitos do povo, onde meu espírito visse e sentisse riso, perfume, luzes e fulgores, destemor e intrepidez.
Folgo, pois, pelo brilho e merecido êxito do periódico. Foi um esforço generoso que suponho teve pleno reconhecimento do público que merece presentes régios como este.
Disse Sorokin, sociólogo russo, que somos o que comemos. Povo superior e forte é o que come bem. Podemos dizer o mesmo: povo culto é o que lê bem, que sempre lê o melhor. Merecem louvor os obreiros, que enriquecem os celeiros, como os escritores que enchem o mundo de livros bons.
Sou escritor e sinto como o povo sente. O povo sempre merece o melhor.
No mundo de hoje tudo escurece e mete medo. No que se vê, no que se ouve, no que se lê, no que se pressente. Tudo tem gosto de fel e estilo funéreo de necrópole: crimes, mortes, roubos, sequestros, ódios, terror, fome, prisões, desordens, sofrimentos, em todos os pontos do universo. Temos sempre os olhos tintos de vermelho ou escuros de preto, de sempre ver episódios tristes e horizontes sombrios.
Temos o direito de ver horizontes límpidos e luminosos, de colorir os olhos com luzes do céu, de ouvir estribilhos de rouxinóis, de sentir o belo e o bom em tudo que Deus criou e nos ofereceu.
Bendito os que distribuem riso, perfume, sonhos e idílios.
Solfeje, Sr. Diretor, o hino glorioso dos vencedores. Somos felizes vendo que tudo lhe corre bem. Você bem o merece. Pelo que fez e pelo desejo de oferecer o que é melhor, o que é bom é útil, pelo esforço de servir sem ser servido, sem os interesses comuns de proveito próprio.
Isto é muito difícil em nossos tempos cheios de egoismo. Somente os bons, os fortes, os desprendidos, os generosos conseguem isto.
Envio-lhe por tudo que tem feito pelo nosso povo o testemunho de respeito, o preito de reconhecimento, o louvor merecido e sincero de um humilde e modesto.
LEITOR.

Padre Vieira
Escritor varzealegrense

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

É TAMBÉM POETA QUEM CRIA O MOTE BEM CRIADO


É muito bom a gente rimar
Trás paz ao coração
É uma tremenda emoção
Que nos faz cantar
Começo a imaginar
No meu doce passado
Quanto tenho ficado
Passando muito além
É também poeta quem
Cria o mote bem criado

Mas tem aquele amante
De uma boa poesia
Que acompanha dia a dia
E não perde um instante
E ele fala constante
Mote bom adoidado
Pro poeta no versejado
fazer a rima que convém
É também poeta quem
Cria o mote bem criado

Vou terminar a poesia
Se não fica cansativa
Que eu estou na ativa
Com muita harmonia
Acompanho todo dia
Um poeta no improvisado
Mas o que tenho notado
Eu lhes digo sem desdém
É também poeta quem
Cria o mote bem criado

Israel Batista

*Esse mote foi criado por Cláudio Sousa e eu desenvolvi o poema.

sábado, 10 de setembro de 2011

Definição de Filho por José Saramago

 "Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

AVAPE X AVL



Sempre encontro gente que me tecem comentários e me perguntam a respeito da academia de letras e da associação. Gente vou dar um basta aqui, eu não estou fazendo parte de nenhuma, não perguntem nada da academia que eu não sei, e da associação eu só fiz parte da fundação. Mas me disseram e indagaram: "mas na academia não é só pra entrar quem já tem livros?" A brasileira, cearense e etc. É pra ser sim, mas ele escolheram assim, é o regulamento deles eu não quero opinar nada. Outros me indagaram: "Tem gente nessa entidade que fez um livro só com textos dos outros, ele pode ser considerado escritor?" Respondendo a essa pergunta, ele pode entrar na entidade, mas não é considerado escritor, exemplificando melhor, existem o escritor e o feitor de livros. O escritor cria tudo de sua mente e passa para o papel, já o feito de livros coletam textos e reportagens e criam os seu livros, exemplo: jornalistas, autores de biografias, de coletânea e etc.
Por isso quero ficar em paz com as duas entidades, como disse em um dos comentários num dos blogs que falaram a respeito, eles agora tem uma grande responsabilidade, que é zelar e cuida da cultura escrita de Várzea Alegre, eu não faço parte de nenhuma, mas também não sou contra, e quero ver eles trabalhando e mostrando muito trabalho pra posteridades, e desejo que essas duas entidades, divulguem os escritores e poetas novos que estão no esquecimento, aí sim eu aplaudirei de pé, mas do demais não faço parte de nenhuma por isso escrevi aquele poema que muitos conhecem, "A LIBERDADE DO POETA". E pediria a todos que não fizessem briguinhas entres si, já basta a concorrida política varzealegrense, que tanto aborrecimentos nos causas. Espero que tenha ficado claro esse meu desabafo, pois não tenho inimigos e na literatura varzealegrense eu sou amigos de todos e no meu blog eu divulgo a todos, basta que me envie o texto ou me autorizem, assim é que tem que ser, todos unidos para o crescimento da nossa literatura. Abraços em todos.

Israel Batista

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Brasilário



Filhos destronados, pai boêmio- contador,
Devasso, fútil, pacato e sedutor.
Cortez barganha em casos do acaso?
Austero descaso.
Mult, Max, super, hiper-mutilados
Sentidos camuflados.
Plantões sem vacinas, salários – serpentinas,
Diários das chacinas
Mulatos inquilinários, justiça via - Paraguai,
Deus é pai!
Saída, caminho – avenida, compulsório,
Não! Irrisório.
Rampa, infiel – voz, lobos – anões de contos infantis,
Réplica da avis.
Luzes na ribalta, Black-out no cenário
Tênue glossário!
Abismo que atrai idade esquecida,
Logro congênito – fé suicida.
Lei fúnebre de pernas tortas
Sem comportas,
Lei convencional, produção telúrica
Migalhas públicas.
Distância seletiva de contexto fabril
Lei do ajuste, ajuste – Brasil.
Francisco Assis Costa
Parabéns Brasil pela sua independência.
essa ilustração é daquele ator que faz o político corrupto na praça é nossa