Em memória de seu Chico de Sátiro, meu pai e de mais dez!
Palavras de amor, palavras de afeto, palavras de alegria, palavras de amizade, palavras de carinho. São tantas palavras... Palavras, palavras...
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Como foi a sua formação de leitor?
Histórias,
histórias, estórias... Contadas sempre me seduziram, mas a minha formação como
leitora teve início na adolescência, na sétima série precisamente.
O cenário podia ser a sala de aula ou
o banco da praça da cidadezinha onde morava. A companhia. Ah, a companhia, o
meu leitor. Era um jovem poeta, sobrinho de um padre escritor. O meu leitor me
seduzia mais que Sherazade ao Sultão. Declamador das poesias de Patativa do
Assaré, grande contador de causos. Leitor de todos os gêneros. Foi com ele que
conheci Fernão Capelo Gaivota, Helena, Dom Casmurro e aprendi a perguntar Eram
os Deuses Astronautas? Eu fascinada por seu modo de falar. Piadas, poesias ou
histórias que saíam de sua boca pareciam me encantar e eu tinha de dar o meu
jeito para conseguir ler o que ele indicava. Quanto livro me emprestou! Li de
tudo, não para igualar-me a ele porque apesar de termos a mesma idade ia ele já
avançado, mas para aprender a ser melhor leitora. Acredito que, como Fernão
Capelo Gaivota, continuo na busca da perfeição dos meus voos literários! Meu
poeta cuja voz ecoa em meus ouvidos, perdi de vista, mas não o esqueci.
Mexem com nossa memória, nos faz voltar no tempo e é uma loucura revisitar cada cantinho do nosso cérebro em busca das aventuras literárias...
... No meu Baú encontrei as Cantorias, os Violeiros Repentistas que meu pai tanto apreciava. Canções, martelo agalopado, martelo à beira-mar, mourão voltado... Um verdadeiro Cordel Encantado! É a cultura mais popular do Nordeste Brasileiro. Nasci com esta Literatura presente em minha vida!
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Sejam Sempre Bem-Vindos!
É com muita alegria que recebemos a visita de todos vocês seguidores ou não! Voltem sempre.
domingo, 14 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Uma tarde com Roger Mello
Foi uma tarde prazerosa com o "escritor ilustrador" Roger Mello, contando e mostrando suas "artescritas".
Foi mais uma tarde no curso Jovens Leitores!
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Cuidando do envelhecer...
AS MONJAS DE MANKATO
“A PLASTICIDADE DO CÉREBRO não só ajuda na recuperação, mas pode desempenhar um papel na prevenção de doenças cerebrais. Para ter prova disso, basta visitar a escola do mosteiro das irmãs de Notre Dame, na remota Mankato, Minnesota. Muitas freiras têm mais de 90 anos e um número surpreendente chega aos 100; em média, vivem muito mais do que as pessoas em geral. (...)
Instigadas por sua crença em que “mente desocupada é oficina do diabo”, as monjas desafiavam-se obstinadamente com testes de conhecimentos vocabulares, quebra-cabeças e debates sobre cuidados com a saúde. Realizavam seminários semanais sobre acontecimentos correntes e escreviam com frequência em seus diários. A irmã Marcella Zachman, tema de uma reportagem na revista Life em 1994, só parou de dar aulas na escola do mosteiro quando completou 97 anos. A irmã Mary Esther Boor, também apresentada na Life, ainda trabalhava na recepção aos 99 anos.
Snowdon, que examinou mais de 100 cérebros de monjas mortas, (...) apurou que as monjas que tinham obtido diplomas universitários, estavam lecionando na escola do mosteiro e continuavam na velhice a exercitar suas mentes, de forma constante, enfrentando novos desafios, viviam mais e resistiam melhor ao mal de Alzheimer do que as monjas que tinham níveis inferiores de educação formal e passavam a maior parte do tempo limpando os quartos ou preparando as refeições. A conclusão de Snowdon e a de outros cientistas que estudaram o envelhecimento do cérebro, é que qualquer atividade intelectualmente provocante estimulará o crescimento dendrítico, aumentando o número de conexões neurais no cérebro.”
Fragmento extraído de Ratey, John J. O cérebro – Um guia para o usuário. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloros idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
Olavo Bilac
Uma poesia
para começar bem o seu dia
Bilac o guia!
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