Palavras de amor, palavras de afeto, palavras de alegria, palavras de amizade, palavras de carinho. São tantas palavras... Palavras, palavras...


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Prezadas Famílias de Acolhida,


JMJ Rio2013
"Ide e fazei discípulos entre todas as nações" (Mt 28,19).


Passado este momento de graças em nossa cidade do Rio de Janeiro, não poderia deixar de agradecer profundamente a cada um de vocês pela adesão à Campanha de Hospedagem da JMJ, abrindo as portas da casa para acolher um peregrino. 
Sem o sim de vocês a JMJ Rio2013 não aconteceria. Foram 356.389 vagas de hospedagem cadastradas para 166.032 peregrinos alojados. Mérito do sim de cada um de vocês! Isto significa que muitas famílias ficaram sem receber peregrinos o que não diminuiu em nada a generosidade, disponibilidade e prontidão de cada um de vocês.
Em um primeiro momento, distribuímos os peregrinos pelas paróquias em que aconteceriam as Catequeses, de acordo com o número de oferta de vagas de hospedagem e de encontros de peregrinos com os bispos catequistas. Das 368 
paróquias que ofereceram vagas, 49 paróquias não foram contempladas com a 
presença de peregrinos, principalmente porque não tiveram catequese. Mas, 
Deus vê a intenção e com certeza olhará com carinho e benevolência para todos 
os que se comprometeram e vestiram a camisa da JMJ Rio2013. Mais que um 
visitante, com o "SIM" de cada pessoa, mesmo que não tenham havido peregrinos, Cristo, fez morada no coração aberto de cada um de vocês. E isso é o mais importante: ter a presença de Jesus em cada local que abriram suas portas 
a quem necessitava.
Aproveito, também, para pedir desculpas por todo e qualquer transtorno causado 
por mim e/ou minha equipe. Aprendemos juntos a construir a JMJ Rio2013. Foram 
166.032 peregrinos alojados em 319 paróquias graças ao sim de cada um de vocês.
Sabemos que nos próximos dias muitos ainda estarão com peregrinos nas paróquias. Algumas orientações são importantes:
  • As hospedagens seguem normalmente até o dia 31 de julho, porém, temos peregrinos que necessitam ficar alguns dias a mais por conta da disponibilidade de vôo. 
  • Aqueles que não puderem permanecer com seus peregrinos, as paróquias já estão sendo orientadas no procedimento a seguir.
  • Estamos com um setor de achados e perdidos, principalmente de documentos, no COL (Rua Benjamin Constant, 23, Glória).
Deus nos abençoe e Nossa Senhora nos conduza pela mão.
Fraternalmente em Cristo, Irmã Graça Maria, cnsb.

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Mensagem recebida hoje, 31 de julho de 2013!

Fomos uma Família de Acolhida e foi uma experiência maravilhosa.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

João Guimarães Rosa



"Quando escrevo, repito o que já vivi antes.
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo
vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser
um crocodilo porque amo os grandes rios,
pois são profundos como a alma de um homem.
Na superfície são muito vivazes e claros,
mas nas profundezas são tranqüilos e escuros
como o sofrimento dos homens."

domingo, 16 de junho de 2013

Frase de Santo Inácio de Loyola


Para aqueles que crêem, nenhuma explicação é necessária; e para aqueles que não crêem, nenhuma explicação é possível.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Era assim, minha mãe!


Não a conheci na sua adolescência porque quando nasci ela estava com trinta e cinco anos. Mas conheci o vigor da sua jovialidade na energia com que desenvolvia suas tarefas diárias. Mulher de pulso firme, corajosa e disposição em tudo que se propunha a fazer e a fazer bem feito. Na culinária, era especialista sem nunca ter frequentado uma escola. Não havia na região quem melhor cozinhasse do que ela. Era a “Chef” em festas de casamento. Da galinha cheia às almôndegas empanadas, popularmente chamadas de bolinhas de festa. Não havia festa sem essas bolinhas de carne batida, porque não havia a facilidade do frigorífico e suas carnes moídas. Por maior que fosse a panela de arroz não saía cru ou queimado. Sua fama de boa cozinheira ia de um recanto ao outro. Em casa não confiava suas panelas a ninguém. Só ela tinha o tempero perfeito, a mão boa. O queijo de coalho ou de manteiga. O doce leite ou de gergelim. O chouriço ou o arroz doce de rapadura com amendoim. Chapéu de couro, manzape. Doce de cajarana, canjica ou pamonha. O pão de arroz ou a tapioca. Tudo era perfeito. Baião de dois com queijo ou carne de porco. O capote ou a galinha. Feijão com pão ou mungunzá com nata de coalhada e jerimum de leite vermelhinho, sem água de capa rosa. Andava léguas por uma cabaça de água pura quando a sua cacimba contraía ou se contaminava com a bendita da capa rosa que deixava o feijão com uma cor escura. Era exigente em tudo que fazia. Seu crochê era perfeito. Não era de muito abraço, mas amava a cada um dos filhos como se fossem únicos e eram. Dando-lhes a atenção conforme a necessidade. Ao mais frágil, mais carinho, ao mais forte, o seu apoio. Mulher forte, de fibra e coragem. A nadadora em dia de enchente no rio das Bravas. Seu grito ainda ecoa quando o açude ou o riacho nos chamava para o banho que se tornava ainda melhor quando nos acompanhava nas tardes ensolaradas e de águas correntes num riacho alegre onde a sombra da Oiticica dos Araçás era o balneário. A roupa lavada sabão da terra que ela mesma produzia e anil que azulava o branco. O cheiro da roupa lavada era o perfume que exalava de suas mãos mágicas. Mulher que se condoía com as mazelas dos outros. Não era alegre ou triste. Era equilibrada.  Conversava, cantava, rezava e ria. Uma novelinha no rádio. O pilão ou o moinho. Enfrentava inverno ou verão. Sonhava. Foi grande no seu silêncio, quando talvez, mais nos ensinou.  

Falar de mãe é um ato muito pessoal, cada um tem a sua visão com a qual traça o perfil de sua mãe com as características que dela concebe que se espera que sejam boas porque não se pode conceber que mãe alguma não seja boa. Quer pela força do nome ou dimensão da missão, mãe é essência, ciência e sabedoria. Mãe não se fabrica, mas se constrói na humildade e na ternura.

Artemísia

terça-feira, 4 de junho de 2013

A Grandeza do Perdão

A primeira estrofe do cordel "A Grandeza do Perdão", que o Mundim do vale deu os direitos autorais para o Memória Varzealegrense. E eu roubei para o palavraspalavras!


Caro leitor e amigoLeia o verso com atençãoPara concordar comigoNa grandeza do perdão.A minha pretensão é,Mostrar o valor da féNeste verso popular.Que seja como um presente,Pra mostrar a nossa gente O prazer de perdoar.
......




É meu amigo, Raimundinho, o mundo é assim mesmo. Roubei, tá roubado e não se fala mais nisso!
Um grande abraço e sucesso!

Artemísia e Ilana

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Vicente Almeida disse:


É...

Ela viveu 34.950 dias. Uma temporada e tanto.

Mas tinha que partir em cumprimento da lei sancionada pelo Senhor desde toda a eternidade.

Mãe, esposa, avó bisavó, amiga. Deixou uma grande lacuna, mas marcou sua passagem como uma pioneira no amor, na fraternidade.

Fez sua história, viveu seus momentos, amou, foi amada. Viveu dando de si o melhor que sabia e podia, depois partiu.

Ficamos felizes por que a Senhora deixou de sofrer, mas, ao mesmo tempo bate aquela saudade imorredoura, que traz a tona as belas lembranças do passado por tudo que representou em vida para seus familiares e amigos.

D. Edvirgens, agora a Senhora pode repousar sem sofrimentos e será mais uma estrela a brilhar sobre sua descendência.


********************************************************************************************************* Obrigada, Vicente, por sua palavra amiga neste momento de saudade...
Artemísia