Palavras de amor, palavras de afeto, palavras de alegria, palavras de amizade, palavras de carinho. São tantas palavras... Palavras, palavras...


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quarta-feira, 16 de março de 2011

A união se faz

A união se faz
Brincar com as palavras é muito divertido, mas há momentos em que a gente fica perdida no meio delas e como ondas elas nos empurram ora para a beira ora para o fundo. Às vezes simulam uma tempestade e aí como folhas soltas ora voamos ora caímos no chão.
É assim que me sinto agora. Preciso escrever sobre a união. Vem a minha cabeça um vendaval de ideias e palavras. Procuro o equilíbrio. Quero fazer-me entender.
Os ensinamentos baseados na filosofia cristã é que todos sejam um, um povo unido. Que vive e se coloca em favor do outro.
Nos ritos católicos, há na Santa Missa, um momento chamado de comunhão que significa Comum União.
Há muito que se dizer. Quantos tratados sobre a união dos povos. Uma palavra que pesa demais quando muitos vivem em guerra.
Viver em união. Viver a união. Buscar a harmonia e o bem estar, o bem comum. Estar disposto a colaborar para que o outro esteja bem. Contribuir com a sua parcela de humildade para que o outro cresça dignamente. Pensar mais no outro que em si. Fazer a sua parte, como o beija-flor da fábula. Entregar-se por uma boa causa. Não ser egoísta. Não pretender ser o único. Não olhar somente para o seu umbigo.
Para que a união seja verdadeira e duradoura é preciso que haja entrega total e perfeita compreensão. Nunca exigir que o outro seja o que você quer.
Para que a união seja real é preciso que haja liberdade. Portanto tomo a liberdade de brincar com a palavra união porque “a união faz a força”. “A união faz o açúcar”. A União faz outras coisinhas mais...
Escolho, ainda, o lema dos Três Mosqueteiros:” Um por todos e todos por um”. Um povo unido que jamais será vencido.
Unidos, venceremos.
Venceremos?
Venceremos!

Artemísia

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Um cunhado muito amigo!

Em Várzea Alegre, nos anos setenta, não havia tanta água armazenada em represas como atualmente. Hoje tem açude no São Vicente, no Baldinho, em Cariús, no Iguatu e outros tantos nos arredores. Balneário era o Caldas de Barbalha. Não havia Arajara nem Trussu.
Naquela época, uma gota era um açude. E se chovia no carnaval então nem se fala, balneário oficial e familiar era Cachoeira Dantas!
O carnaval de Várzea Alegre é tradicionalmente o melhor da região. Com chuva! Melhor ainda, porque os agricultores felizes com seus plantios deixavam-na mais festiva.
Uma tarde de domingo de carnaval, Cachoeira Dantas transbordando e um cunhado maluco. Falta alguma coisa? Claro que não! Ele tinha uma “pick up C 10”. Convida a mulher, os filhos e as cunhadas para a bela tarde de lazer. E vamos todos. Ele gostava de ver todo mundo feliz, divertindo-se à custa de suas brincadeiras. Rolava uma bebidinha para os maiores. Rum sem gelo e cajarana verde como tira gosto. Haja estômago!
Na festa que durava uma tarde, uma das cunhadas recusava-se a sair da água para ir embora. Todos prontos para o retorno à cidade, menos a cunhada, ela queria curtir um pouco mais aquela correnteza, aquele rio. O Chefe da tribo, que era o dono do passeio e deveria dar bom exemplo, ao invés de cuidar do bando, amarra uma corda no pé da tal cunhada e deixa que ela vá para as profundezas do rio. Deixa ir enquanto a corda der. Dando corda para ver até onde vai na sua brincadeira. Arrastando-a de volta para a margem do rio, bancando o engraçadinho. Eu amo esse meu cunhado! Era muito divertido. Ele e a turma toda!
Às vezes fico pensando nas horas alegres que juntos passamos numa cidade em que o lazer era quase uma vez por ano...
Oh, Várzea Alegre boa, quanta história temos pra contar!
Um dia escreverei a tua História.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pedras...

Pedra?  Livro?
Livro-pedra? Pedra-livro?
Eu nunca vi, mas como entre o Céu e a Terra há mais coisas do que se possa imaginar, eu não sou demente a ponto de duvidar. Está escrito, não nas estrelas, mas numa revista que tive acesso semana passada.
Pois não é que o Poeta escreve em Pedras! E não estamos na Idade da Pedra. Pleno Século XXI!
Pensar na palavra pedra, relembro as minhas origens.
Volto a minha infância, lá no sertão do Ceará. Havia um homem que costumava ajuntar pedras no caminho. Falavam que ele não era muito bom das idéias. Era casado, tinha filhos, mas ajuntava pedras no caminho. Por quê? Eu sempre tive curiosidade de saber. Mas o louco era ele e não eu. Como perguntar a um maluco das idéias que idéia maluca era essa de carregar pedras?
O poeta diz que tinha uma pedra no meio do caminho, mas não era só, não. Eu me lembro. Eram muitas. Eram porções em vários pontos. Ele fazia marcações por onde passava deixando montinhos de pedras. Não eram pedras grandes, mas eram várias e de tamanhos diversos.
Carregar pedras, carregar... Faz-me lembrar um dos seguidores do meu blog. Menino inteligente. Escreveu no seu perfil: Carregando...
E eu, inocentemente, parei na frente do monitor para vê-lo carregar... O quê? Estou esperando até hoje. Não na frente do monitor, porque não sou carregadora de pedras que nem o outro. Eu carrego também, dentre outras coisas, idéias para não deixar os meus seguidores a ver navios... Mas confesso que gostaria de saber o que carrega um adolescente universitário dentro dos sonhos que a vida oferece.
Não tenho a menor curiosidade de saber o tamanho da pedra que estava no meio do caminho, nem para onde foram as pedras que o louco colecionava.
Uma conhecida nossa tem por hobby colecionar pedras. Não são pedras preciosas, mas de valor inestimável. Coleciona pedras que ganha ou colhe por onde vai. Para quê? Também não sei.
Cada louco com sua mania. Um carrega. Outros juntam. Outro escreve poesia. E o outro apenas diz que havia uma pedra no meio do caminho. Mais nada. Ninguém viu para ter noção
Do valor ou tamanho. Se poderia removê-la. Ou se teria que escalar. SABE-SE QUE HAVIA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO. E ERA LONGE DO AJUNTADOR DE PEDRAS. Este não tomou conhecimento, senão a teria retirado também.
Assim é a vida. Cada um com seu dom, sua missão, competência, habilidade. Ajuntar, carregar e depois espalhar abraços e sorrisos para que o mundo viva melhor!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sem chip

Não nos colocaram chip ainda. Mas há pessoas que sabem imprimir nas outras, certos estigmas, se é que se pode falar assim. Todos nascem com suas características pessoais, próprias, individuais, independente da cor, da orientação sexual, do papel que desempenha.
O que torna o humano bonito é esta diversidade: preto, branco, moreno, hoje ninguém mais se declara moreno. Diz-se pardo. Pardo, pra mim, é cor de burro quando foge. Moreno! Cor daqueles que trazem na pele a mistura das raças. Como se houvesse mais de uma.
Porém a personalidade, essa ninguém imprime. O caráter. O Jeito de ser. Podem até pensar que moldam, lapidam como se fosse uma pedra bruta que toma a forma que o outro quiser.
A família educa à sua maneira. A escola complementa o seu saber. O meio dita algumas regras. Mas o HD Humano... Aquele que é único e que registra cada impressão vivida a partir da concepção e que ninguém tem acesso é individual. Porque ninguém penetra.
Estudiosos tentam desvendar os seus mistérios. É sensível e pode registrar mais do que se imagina. Vai guardando e é difícil de apagar. Coisas boas, coisas tristes, coisas que não deveria guardar. Vai levando dentro de si. Não há muitas vezes a intenção, mas uma palavra é capaz de penetrar-lhe a alma e pronto. É para sempre. Como o ferro quente que marca a rês.
O ferro invisível já foi impresso e a marca registrada não se apaga e tem um poder destruidor
Se for mal dita.
Certa vez, na escola, a professora deixou um recadinho na prova: Você é boa aluna, estudiosa, inteligente, mas é indelicada por natureza...
Pronto! O ferro quente baixou e o HD registrou. O que é ser indelicada por natureza? É ter personalidade e não se render aos caprichos dos outros. É ser autêntico e não ser do mesmo partido político em cidade pequena. É ser forte, lutador. É ser gente! Não ser manipulado como um ventríloquo, um fantoche. É ser você mesmo, verdadeiro e sempre. Falar a verdade. A sua verdade, o que você acredita mexe com o brio dos outros. Há pessoas que preferem a falsa verdade. O engano. Falar a verdade para esses é ser indelicada por natureza.
Levam-se anos tentando deletar o que não interessa mais ou nunca interessou, mas ETA bichinho difícil de se apagar.
Se todos compreendessem melhor essa parte humana, talvez imprimissem mais o bom caráter, porque teriam mais respeito e cuidado com as palavras a serem ditas, proferidas e inculcadas no cérebro ouvinte...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Amor virtual

Pensando bem, não é difícil viver um amor virtual. As coisas acontecem bem na nossa cara e não nos damos conta.
Levei dias achando que não conseguiria escrever sobre tal assunto. Quando de repente, bem ao alcance da mão, um mini Aurélio, século XXI!
A idéia não poderia ser melhor. Abro. Olho. Leio. E a definição salta em 3D na minha frente.
Vir.tu.al adj2gn. 1. Que existe como faculdade, porém sem efeito atual. 2. Suscetível de realizar-se; potencial. 3. Inform. Que é efeito de emulsão ou simulação...
Escolho a opção dois. Amor virtual e virtuoso!
Viver um amor virtual há mais de trinta anos. Simples assim...
Adolescentes. Moravam na mesma cidade. Estudavam na mesma única escola. Os amigos eram comuns aos dois. A vida era sem grandes realizações. Mas o amor era virtual.
Ela no interior. Ele na capital. Sempre quis dar umas voltas pelo mundo à procura de melhores dias. Mudou-se de uma capital para outra. E o amor virtual foi acontecendo dentro das possibilidades.
Não havia outra forma de comunicação além de cartas através dos Correios. Década de setenta. Intelsat? Somente conheciam na música de Paulo Diniz. Mas o amor era virtual. Tão virtual se fez que são casados há mais de trinta anos e têm três filhos maravilhosos...
Quer amor mais virtual que esse? Faça a experiência sem medo de ser feliz.

domingo, 28 de novembro de 2010

Traços da maturidade

Os traços da maturidade mostram a beleza que foi e é a sua vida...
Eu me acho uma pessoa normal. Olhos, nariz, boca, tudo no lugar. Meu cabelo de anjinho barroco, que a minha mãe fazia uns cachinhos lindos e deixava-me tão linda quanto o anjinho. Quando cortaram ficou muito rebelde e incomodava todo mundo. Sempre havia alguém a dar pitacos e o pobrezinho não tinha sossego.
Personalidade de adolescente de cidade pequena é muito engraçada, vai pela cabeça dos outros como se fosse piolho.
Uma professora que já havia morado no Rio de Janeiro adorava mandar: “corta seu cabelo de camadas (era moda, na época!) e eu obedecia. Porque para mim ela era dona da verdade, culta, professora!
Além do cabelo de anjinho barroco... Tive um sarampo muito forte, com tosses terríveis que devem ter estrompado as minhas pregas vocais. Pois tenho uma voz rouca, diferente e isso também incomoda a todo mundo. (Não é um elefante, mas...). Quando digo incomoda a todo mundo, me incluo. Minha auto-estima era muito baixa até compreender que isso são pequenos detalhes que podem e devem ser superados. Basta querer e eu sempre quis. Não era fácil conviver com os amigos. Um dia um grande amigo, “mui amigo”, disse para eu cortar a cabeça e jogar fora porque dela não se aproveitava nada. Ah, esqueci de dizer que além do cabelo de anjinho barroco, voz rouca, era cheia de sardas que nem a Poliana.
O que meu amigo não sabia era que eu me tornaria uma pessoa cheia de sonhos. E quando se sonha a vida tem sentido. Nunca tive depressão por ser feia, mas andava igual uma abestalhada sempre com um lenço amarrado na cabeça, pensando que era bonito. Era moda. Mas eu usava mesmo era para esconder o cabelo rebelde. Passei a ser incomodada pelo pano na cabeça. Parecia que tinha feridas!
O tempo, ah, o tempo! Tudo o tempo resolve. Até isso passa. Tudo passa. Continuo rouca, sardenta, mas o cabelo perdeu toda aquela beleza da infância de anjinho barroco. Tornei-me uma pessoa feliz, alegre e que acredita na beleza interior superando a carcaça visível que se transforma com o tempo.
A beleza do envelhecer está na sabedoria que se ganha com as experiências marcantes de cada situação vivida.
Chamam de terceira idade, melhor idade, feliz idade, eu chamo de FELICIDADE. Alcançar a maturidade com traços que mostram o que foi e o que é a sua vida. De que forma conduziu os dons a você destinados. Somos nós, somente nós, os verdadeiros responsáveis a construir a nossa felicidade a cada momento. Se felicidade é estado de espírito, diga sempre para ele que você é feliz e ele estará feliz também.
Leva-se um tempo para compreender...
Artemísia