Palavras de amor, palavras de afeto, palavras de alegria, palavras de amizade, palavras de carinho. São tantas palavras... Palavras, palavras...


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Meu segundo Haicai


Silêncio vida
Cresce, luta, vivencia
 Vida silêncio
          Artemísia

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Amor virtual

Pensando bem, não é difícil viver um amor virtual. As coisas acontecem bem na nossa cara e não nos damos conta.
Levei dias achando que não conseguiria escrever sobre tal assunto. Quando de repente, bem ao alcance da mão, um mini Aurélio, século XXI!
A idéia não poderia ser melhor. Abro. Olho. Leio. E a definição salta em 3D na minha frente.
Vir.tu.al adj2gn. 1. Que existe como faculdade, porém sem efeito atual. 2. Suscetível de realizar-se; potencial. 3. Inform. Que é efeito de emulsão ou simulação...
Escolho a opção dois. Amor virtual e virtuoso!
Viver um amor virtual há mais de trinta anos. Simples assim...
Adolescentes. Moravam na mesma cidade. Estudavam na mesma única escola. Os amigos eram comuns aos dois. A vida era sem grandes realizações. Mas o amor era virtual.
Ela no interior. Ele na capital. Sempre quis dar umas voltas pelo mundo à procura de melhores dias. Mudou-se de uma capital para outra. E o amor virtual foi acontecendo dentro das possibilidades.
Não havia outra forma de comunicação além de cartas através dos Correios. Década de setenta. Intelsat? Somente conheciam na música de Paulo Diniz. Mas o amor era virtual. Tão virtual se fez que são casados há mais de trinta anos e têm três filhos maravilhosos...
Quer amor mais virtual que esse? Faça a experiência sem medo de ser feliz.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A Lista de Amigos

Pensar nos amigos, grandes amigos, para fazer a Lista como diz Oswaldo Montenegro: ”quem você mais via há dez anos atrás”.
A minha Lista com certeza é muito grande. Convivo com pessoas em casa, na rua, no trabalho, na Igreja. Não correrei o risco de listá-los. Poderia esquecer algum e magoá-lo para sempre. E amigo é para ser amado, nunca magoado.
Andei lendo alguns livros nestas férias que me fizeram refletir sobre o amor, sobre a amizade. Sobre o que é simples, óbvio e corriqueiro, que de tão presente em nossa vida esquecemo-nos de olhá-lo. De perceber e valorizar.
Meus amigos, grandes amigos, melhores amigos, amigos íntimos, amigos amigos, amigos de fé, irmãos, camaradas sempre ao meu lado. Contar com vocês. Ter certeza de suas presenças. Manter o elo sempre firme. Olhar nos olhos. Ser presença. Estar presente. Fazer a Lista pra quê?
A sugestão do poeta é para aqueles que esquecem o valor das coisas simples. É uma forma de resgatá-los. Sei. Às vezes, a distância nos engana. Separa. Leva para longe. Perdemos o contato.
Seria ideal que mantivéssemos um fio por frágil que fosse, mantivéssemos. Porém as pessoas mudam.  Mudam-se e nos esquecem. Também nós as esquecemos de cultivar, de cativar e quando percebemos já vão longe. Porque deixamos que aconteçam as separações. Não são eles, somos nós, os culpados do fio desandar. Arrebentar.
Tratemos por inteiro das nossas amizades. Elas nos fazem conexos. Vivos. Somos os responsáveis, porque cativamos. Não esperemos que eles nos venham cobrar a nossa lembrança. Sejamos os fortes, permanecendo atentos.
Todos e cada um têm a sua parcela na responsabilidade assumida diante da amizade. A vida nos cobra esses laços. É tão simples mantê-los. Mais difícil é reconquistá-los.

                                       Artemísia

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mais uma de criança


Como é bela a inocência.
A criança de cinco aninhos chega a minha casa, rasga um papel muito colorido e cheio de palavras que encontra dando sopa sobre a mesa da cozinha. Era uma daquelas propagandas de vendas de moradias, de condomínios.
A mãe reclama. Diz que na rua ele cata lixo e pede para ela guardar. Já na casa dos outros ele rasga o papel e não se incomoda de rasgá-lo. E se fosse um documento, pergunta a mãe.
Enquanto dona da casa onde estamos, não do referido papel, digo para ele que se fosse um documento, o papel que ele rasgou, eu o levaria à polícia. E ele na calma de alma inocente de cinco anos diz: ”não era documento, não. Documento é cartão e não tem tanta propaganda escrita assim”.
Abracei-o e beijei, louvando a sua inteligência, seu rápido raciocínio.
O cérebro adulto levaria muito mais tempo para elaborar a resposta. Ele, não. Parecia adivinhar o que a mãe falaria ao ver sua atitude diante de um papel sem valor. A resposta rápida e criativa só me faz pensar na beleza “da resposta das crianças” que tantas vezes deixamos de ouvir e de considerar tamanha grandeza.

        Artemísia

domingo, 12 de dezembro de 2010

Criança, criança!

Leitura não verbal. Qualquer profissional de letramento sabe da leitura precedente à leitura da Escola. A leitura incidental. A leitura de mundo que Paulo Freire nos deixa bem clara. A leitura do seu entorno. O seu repertório verbal e não verbal.
Preparava-me a sair de casa para ir ao centro comercial do bairro onde moramos. Minha filha de uns poucos aninhos pede que eu traga para ela uma revistinha da Turma da Mônica. Digo-lhe que ela não sabe ler. Na época eu já tinha dois filhos, ela e o irmão mais velho que por sinal já ganhava as tais revistinhas. E a menina, na sua mais pura autoridade, arrasta uma daquelas respostas que cabeça de mãe muito mais ocupada esquece facilmente: “Mas não foi a senhora mesma que me disse que olhando as figurinhas se aprende a ler?
A mãe, após o susto do que falou, talvez impensadamente, não teve palavras.  Trouxe a revistinha para a filha que nunca mais parou de ler...

                                  Artemísia

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Praça


Seu pai é nome de praça?
O meu é. Mas é uma história por demais interessante.
Graças a Deus, eu tenho vários dons e um deles é ser metida a escrever quando me pedem.
O prefeito da cidade mais uma vez é nosso primo. O meu irmão caçula trabalha com ele, na prefeitura. Sonda a possibilidade de “batizar” com o nome do nosso pai a pracinha que fica em frente a casa onde nossa mãe, aos 93 anos, mora. O assunto foi levado à Câmara dos Vereadores. Um vereador, interessado no assunto, pede que se faça uma biografia e dá entrada ao processo. Escrevo a curta biografia e passo ao irmão que havia iniciado o contato.
Começa-se a ouvir histórias e mais histórias com relação ao nome da tal praça...
Pobre irmão e pobre família!
Aguardamos o grande dia. Esperávamos a homenagem ao Senhor nosso pai. A festa de inauguração foi preparada para o dia trinta e um de janeiro. O aniversário do pai é dia nove do mesmo mês. A festa que seria em homenagem ao pai, foi ao filho. Não ao filho encarregado do nome da praça, mas a outro filho.
Vieram os discursos. Em toda inauguração de praça há discursos. Ainda mais em ano de campanha eleitoral.
Aguardamos um pouco mais. Vestimos a nossa melhor roupa. Acreditávamos que estávamos lá para representá-lo. E mais discursos: de prefeito, ex-prefeito, governador e até do aniversariante. Só não houve discurso do secretário de finanças...Que era o outro irmão!
É chegada a hora de descerrar a placa. Porém neste momento já não estávamos na praça, mas na calçada da casa onde mora a nossa mãe. O coração chorando ao ver que a praça ganhou o seu nome, mas a homenagem foi para o filho.


Artemísia

domingo, 5 de dezembro de 2010

Para Renata Jaiane

Seja bem vinda!
Leia, critique, tome partido, posicione-se, a casa é sempre sua...
Estamos aqui para compartilhar, fique à vontade.
Obrigada por sua presença!
Beijos de Arté.