Palavras de amor, palavras de afeto, palavras de alegria, palavras de amizade, palavras de carinho. São tantas palavras... Palavras, palavras...


domingo, 13 de março de 2011

De Blog em Blog


De férias em Várzea Alegre, em janeiro de 2011, encontro-me com Gean Claude, meu sobrinho. Conversando sobre o blog “palavras palavras”, ele me falou de um outro muito legal de nome PEDRA DE CLARIANÃ. Onde eu estava não havia meios de visitá-lo. Esperei o retorno ao Rio, onde moro e pude comprovar: o Dr. Flávio sabe mesmo garimpar, lapidar e negociar as tais pedras. Adorei o blog e me fiz seguidora. O que é bom é para ser lido, digo seguido!
Sei que há muita gente boa escrevendo o que é bom e belo por aí...
De Blog em Blog... Argh!
... A gente acha é gente!
Encontrei a Fátima Bitu no “SOU DE VÁRZEA ALEGRE”. Gostei muito desse encontro. Que pena! Não posso dizer o mesmo: Sou de Várzea Alegre...
Amo Várzea Alegre, seus vales e montes, seus contrastes, sua gente simpática, hospitaleira, humilde e batalhadora.
Amo Várzea Alegre, mas além das águas do Machado, bebi das águas do riacho das Bravas. Quanta honra poder falar dos dois com muito carinho.
Amo Várzea Alegre como amo Cariús, o Ceará, o Nordeste, o Brasil. E por falar em Brasil lembro-me de uma música do Altay Veloso que diz: Todavia Deus me fez palavra e som, deu-me a voz deu-me esse dom... e eu me sinto um sabiá...
Deus não me deu o dom de um sabiá, mas de uma maritaca... e eu vou!
Cada qual com o seu dom!
“Eu amo o meu País!”

Artemisia


 Eis a música, Palavra e Som, interpretada por Ricky Vallen.

terça-feira, 8 de março de 2011

Estrela Rosa

Várzea Alegre, região do Cariri, sertão cearense, terra de gente maravilhosa! De verdadeiras preciosidades. Verdadeiras estrelas. Aquelas que nascem com um brilho especial. Escolho, entre tantas raridades, uma Rosa. Todos têm a sua rosa preferida. Também tenho a minha. A Rosa que falo não se encontra em qualquer jardim. É uma Rosa que enfrenta “sol a sol”, vento, chuva forte e ela ali firme.
Há quem cante a beleza da rosa. Quem escreva O Nome da Rosa. Luiz Gonzaga tinha a sua Rosinha. Mas a minha Rosa, não a rosa da rosa da rosa de Hiroshima!
A minha Rosa é diferente. É uma menina alegre, inteligente e muito especial. Grande empreendedora. Sei que ela gosta muito de uma rede, mas não tem tempo a perder curtindo uma rede só. Êpa! Não é o que você está pensando. Ela fabrica redes e em Várzea Alegre.
Essa Rosa é uma estrela e como brilha! Obrigada, Rosa, por você existir e ser uma lição para mim e para todos que a conhecem.
Artemísia                                                          

segunda-feira, 7 de março de 2011

É Carnaval

“São três dias de folia e brincadeira...”
Eu adoro carnaval. É uma festa maravilhosa, colorida! Tenho grandes, boas e nem tão boas recordações...
Por volta dos anos setenta, pobre e sem dinheiro, lógico!
Nosso carnaval era no Recreio Social (Clube da época, atrás da Prefeitura Municipal) Que saudade! Oh tempo bom... Hoje é melhor, porque aqui estou contando a história.
Quem participava do bloco de Dayse Diniz? ...
Minhas irmãs, eu e nossas amigas de mesmo status social fazíamos o nosso carnaval a nossa maneira e condição.
Brincávamos três dias! Três dias, porque às vezes íamos no domingo e na terça-feira para economizar.
Mas dessa vez foram “três dias de folia e brincadeira... até quarta-feira”!
Sobrou-me uma tremenda dor no joelho. Dessa dor, impressionei que a perna ia cair.
Certo dia, deitada de lado numa rede, chorando, uma lágrima cai.  Do olho que estava logicamente inclinado... Foi a gota que faltava e eu chorei mais ainda, porque estava chorando somente por um olho!
Veja o que faz um pontinho de desequilíbrio no cérebro...
O tempo foi correndo e eu seguindo com ele.
Hoje sei que uma perna não cai assim simplesmente!
Continuo com as duas firmes e fortes... Para aguentar muitos outros carnavais!

Artemísia

sábado, 5 de março de 2011

Convite

À Várzea Alegre e aos seus filhos de corpo, alma e coração, declaro: a postagem que aqui farei não é de minha autoria. Tive a colaboração da jovem, Ângela Bezerra, filha de Lindoval Bezerra e Soledade Venâncio, residentes no Sítio Boa Vista, neste Município. Consegui esta cópia na década de noventa, por gentileza e boa vontade da jovem acima citada. Mantive o riquíssimo vocabulário e a escrita o mais fiel possível, fazendo alterações na grafia de algumas palavras. Leiam! O Passado no Presente - (Pedro Tenente) - encontra-se publicado em PÁGINAS neste Blog.
Beijos.
Artemísia

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Um cunhado muito amigo!

Em Várzea Alegre, nos anos setenta, não havia tanta água armazenada em represas como atualmente. Hoje tem açude no São Vicente, no Baldinho, em Cariús, no Iguatu e outros tantos nos arredores. Balneário era o Caldas de Barbalha. Não havia Arajara nem Trussu.
Naquela época, uma gota era um açude. E se chovia no carnaval então nem se fala, balneário oficial e familiar era Cachoeira Dantas!
O carnaval de Várzea Alegre é tradicionalmente o melhor da região. Com chuva! Melhor ainda, porque os agricultores felizes com seus plantios deixavam-na mais festiva.
Uma tarde de domingo de carnaval, Cachoeira Dantas transbordando e um cunhado maluco. Falta alguma coisa? Claro que não! Ele tinha uma “pick up C 10”. Convida a mulher, os filhos e as cunhadas para a bela tarde de lazer. E vamos todos. Ele gostava de ver todo mundo feliz, divertindo-se à custa de suas brincadeiras. Rolava uma bebidinha para os maiores. Rum sem gelo e cajarana verde como tira gosto. Haja estômago!
Na festa que durava uma tarde, uma das cunhadas recusava-se a sair da água para ir embora. Todos prontos para o retorno à cidade, menos a cunhada, ela queria curtir um pouco mais aquela correnteza, aquele rio. O Chefe da tribo, que era o dono do passeio e deveria dar bom exemplo, ao invés de cuidar do bando, amarra uma corda no pé da tal cunhada e deixa que ela vá para as profundezas do rio. Deixa ir enquanto a corda der. Dando corda para ver até onde vai na sua brincadeira. Arrastando-a de volta para a margem do rio, bancando o engraçadinho. Eu amo esse meu cunhado! Era muito divertido. Ele e a turma toda!
Às vezes fico pensando nas horas alegres que juntos passamos numa cidade em que o lazer era quase uma vez por ano...
Oh, Várzea Alegre boa, quanta história temos pra contar!
Um dia escreverei a tua História.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pedras...

Pedra?  Livro?
Livro-pedra? Pedra-livro?
Eu nunca vi, mas como entre o Céu e a Terra há mais coisas do que se possa imaginar, eu não sou demente a ponto de duvidar. Está escrito, não nas estrelas, mas numa revista que tive acesso semana passada.
Pois não é que o Poeta escreve em Pedras! E não estamos na Idade da Pedra. Pleno Século XXI!
Pensar na palavra pedra, relembro as minhas origens.
Volto a minha infância, lá no sertão do Ceará. Havia um homem que costumava ajuntar pedras no caminho. Falavam que ele não era muito bom das idéias. Era casado, tinha filhos, mas ajuntava pedras no caminho. Por quê? Eu sempre tive curiosidade de saber. Mas o louco era ele e não eu. Como perguntar a um maluco das idéias que idéia maluca era essa de carregar pedras?
O poeta diz que tinha uma pedra no meio do caminho, mas não era só, não. Eu me lembro. Eram muitas. Eram porções em vários pontos. Ele fazia marcações por onde passava deixando montinhos de pedras. Não eram pedras grandes, mas eram várias e de tamanhos diversos.
Carregar pedras, carregar... Faz-me lembrar um dos seguidores do meu blog. Menino inteligente. Escreveu no seu perfil: Carregando...
E eu, inocentemente, parei na frente do monitor para vê-lo carregar... O quê? Estou esperando até hoje. Não na frente do monitor, porque não sou carregadora de pedras que nem o outro. Eu carrego também, dentre outras coisas, idéias para não deixar os meus seguidores a ver navios... Mas confesso que gostaria de saber o que carrega um adolescente universitário dentro dos sonhos que a vida oferece.
Não tenho a menor curiosidade de saber o tamanho da pedra que estava no meio do caminho, nem para onde foram as pedras que o louco colecionava.
Uma conhecida nossa tem por hobby colecionar pedras. Não são pedras preciosas, mas de valor inestimável. Coleciona pedras que ganha ou colhe por onde vai. Para quê? Também não sei.
Cada louco com sua mania. Um carrega. Outros juntam. Outro escreve poesia. E o outro apenas diz que havia uma pedra no meio do caminho. Mais nada. Ninguém viu para ter noção
Do valor ou tamanho. Se poderia removê-la. Ou se teria que escalar. SABE-SE QUE HAVIA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO. E ERA LONGE DO AJUNTADOR DE PEDRAS. Este não tomou conhecimento, senão a teria retirado também.
Assim é a vida. Cada um com seu dom, sua missão, competência, habilidade. Ajuntar, carregar e depois espalhar abraços e sorrisos para que o mundo viva melhor!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sem chip

Não nos colocaram chip ainda. Mas há pessoas que sabem imprimir nas outras, certos estigmas, se é que se pode falar assim. Todos nascem com suas características pessoais, próprias, individuais, independente da cor, da orientação sexual, do papel que desempenha.
O que torna o humano bonito é esta diversidade: preto, branco, moreno, hoje ninguém mais se declara moreno. Diz-se pardo. Pardo, pra mim, é cor de burro quando foge. Moreno! Cor daqueles que trazem na pele a mistura das raças. Como se houvesse mais de uma.
Porém a personalidade, essa ninguém imprime. O caráter. O Jeito de ser. Podem até pensar que moldam, lapidam como se fosse uma pedra bruta que toma a forma que o outro quiser.
A família educa à sua maneira. A escola complementa o seu saber. O meio dita algumas regras. Mas o HD Humano... Aquele que é único e que registra cada impressão vivida a partir da concepção e que ninguém tem acesso é individual. Porque ninguém penetra.
Estudiosos tentam desvendar os seus mistérios. É sensível e pode registrar mais do que se imagina. Vai guardando e é difícil de apagar. Coisas boas, coisas tristes, coisas que não deveria guardar. Vai levando dentro de si. Não há muitas vezes a intenção, mas uma palavra é capaz de penetrar-lhe a alma e pronto. É para sempre. Como o ferro quente que marca a rês.
O ferro invisível já foi impresso e a marca registrada não se apaga e tem um poder destruidor
Se for mal dita.
Certa vez, na escola, a professora deixou um recadinho na prova: Você é boa aluna, estudiosa, inteligente, mas é indelicada por natureza...
Pronto! O ferro quente baixou e o HD registrou. O que é ser indelicada por natureza? É ter personalidade e não se render aos caprichos dos outros. É ser autêntico e não ser do mesmo partido político em cidade pequena. É ser forte, lutador. É ser gente! Não ser manipulado como um ventríloquo, um fantoche. É ser você mesmo, verdadeiro e sempre. Falar a verdade. A sua verdade, o que você acredita mexe com o brio dos outros. Há pessoas que preferem a falsa verdade. O engano. Falar a verdade para esses é ser indelicada por natureza.
Levam-se anos tentando deletar o que não interessa mais ou nunca interessou, mas ETA bichinho difícil de se apagar.
Se todos compreendessem melhor essa parte humana, talvez imprimissem mais o bom caráter, porque teriam mais respeito e cuidado com as palavras a serem ditas, proferidas e inculcadas no cérebro ouvinte...