Palavras de amor, palavras de afeto, palavras de alegria, palavras de amizade, palavras de carinho. São tantas palavras... Palavras, palavras...


quarta-feira, 23 de março de 2011

Flor das Bravas




Quem não me conhece pensa, das Bravas por que é brava ou é brava por que é das Bravas?

Sinceramente esta Flor já nasceu para ser flor.

Antes de ser designada para ser uma Fortaleza ela foi flor Artemísia, calmante, relaxante. Não calma ou relapsa. Ela é toda energia e das Bravas!

Calma, só dá uns choques de vez em quando, mas não chega a carbonizar.

A Flor das Bravas pode ser meiga e mansa, conforme a mão que poda.

O outro jardineiro, aquele que dela cuida há mais de trinta anos, sabe o quanto é de tudo um pouco. Tem espinhos, grandes espinhos, mas tem também pétalas macias, bem macias. Tão macias que superam as marcas dos espinhos.

Flor das Bravas! Ela não poderia ser diferente se fosse igual. Lembra a rosa do Pequeno Príncipe, é única!

Para os dois jardineiros ela é única. Para um ela é apenas a Flor das Bravas. Para o outro é ela, a Flor das Bravas, que enfeita o jardim, o vaso da sua alma. E é Artemísia, a Flor que acalma.


Artemísia (Flor das Bravas)

terça-feira, 22 de março de 2011








"ACASO

Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a maior prova de que duas almas
não se encontram por acaso."

Antoine de Saint-Exupéry


Essa mensagem é dedicada a todas as pessoas que visitam o nosso blog, e assim acabam levando um pouco de nós e deixando também um pouco de si aqui no nosso cantinho.
Um grande abraço a todos vocês.

quarta-feira, 16 de março de 2011

A união se faz

A união se faz
Brincar com as palavras é muito divertido, mas há momentos em que a gente fica perdida no meio delas e como ondas elas nos empurram ora para a beira ora para o fundo. Às vezes simulam uma tempestade e aí como folhas soltas ora voamos ora caímos no chão.
É assim que me sinto agora. Preciso escrever sobre a união. Vem a minha cabeça um vendaval de ideias e palavras. Procuro o equilíbrio. Quero fazer-me entender.
Os ensinamentos baseados na filosofia cristã é que todos sejam um, um povo unido. Que vive e se coloca em favor do outro.
Nos ritos católicos, há na Santa Missa, um momento chamado de comunhão que significa Comum União.
Há muito que se dizer. Quantos tratados sobre a união dos povos. Uma palavra que pesa demais quando muitos vivem em guerra.
Viver em união. Viver a união. Buscar a harmonia e o bem estar, o bem comum. Estar disposto a colaborar para que o outro esteja bem. Contribuir com a sua parcela de humildade para que o outro cresça dignamente. Pensar mais no outro que em si. Fazer a sua parte, como o beija-flor da fábula. Entregar-se por uma boa causa. Não ser egoísta. Não pretender ser o único. Não olhar somente para o seu umbigo.
Para que a união seja verdadeira e duradoura é preciso que haja entrega total e perfeita compreensão. Nunca exigir que o outro seja o que você quer.
Para que a união seja real é preciso que haja liberdade. Portanto tomo a liberdade de brincar com a palavra união porque “a união faz a força”. “A união faz o açúcar”. A União faz outras coisinhas mais...
Escolho, ainda, o lema dos Três Mosqueteiros:” Um por todos e todos por um”. Um povo unido que jamais será vencido.
Unidos, venceremos.
Venceremos?
Venceremos!

Artemísia

segunda-feira, 14 de março de 2011

Contador, eu? Só se for de lorota

Em Várzea Alegre, nos anos 70, não havia oportunidade para estudar além do curso Normal (Formação de professor ou professora).
Dr. Iran, Diretor do Colégio São Raimundo Nonato, resolve criar o curso de Contabilidade. Convida a mim (que trabalha na Casa de Saúde S. Raimundo Nonato e ele também) e as minhas amigas: Fátima, Graça e Socorro Cosme, para retornarmos ao Colégio e completarmos a turma que ele formaria. Voltamos aos estudos.
Um grupo alegre, extrovertido, muito brincalhão quase entra numa fria por causa da irreverência e das brincadeiras inocentes, essas quatro adolescentes.
Escrevemos certo dia, digo, certa noite, pois o curso era à noite, no quadro negro, que já era verde, mas tudo bem, a frase: “nós pode ser contador, mas nós num sabe de nada!”
Referíamo-nos a nós, porém uma coordenadora do Colégio não entendeu assim. Resolveu julgar a sua maneira que se tratava de uma ofensa ao Professor Aflaudísio. Que saudade!
Professor Aflaudísio era formado em Contabilidade e trabalhava no Escritório de Seu Joaquim Diniz. A carência de profissionais era tanta que, qualquer quem tivesse o segundo grau poderia lecionar. Não julgo o mérito, tampouco a capacidade de nenhum. A turma gostava do Professor Aflaudísio e não tinha motivos para agredi-lo.
A produção textual foi nossa e somente nossa e para nós.
Não sei se minhas amigas pegaram seus canudos.
Eu, não. Não sou contadora. Só se for de lorota!
Sou Professora...

Artemísia

domingo, 13 de março de 2011

De Blog em Blog


De férias em Várzea Alegre, em janeiro de 2011, encontro-me com Gean Claude, meu sobrinho. Conversando sobre o blog “palavras palavras”, ele me falou de um outro muito legal de nome PEDRA DE CLARIANÃ. Onde eu estava não havia meios de visitá-lo. Esperei o retorno ao Rio, onde moro e pude comprovar: o Dr. Flávio sabe mesmo garimpar, lapidar e negociar as tais pedras. Adorei o blog e me fiz seguidora. O que é bom é para ser lido, digo seguido!
Sei que há muita gente boa escrevendo o que é bom e belo por aí...
De Blog em Blog... Argh!
... A gente acha é gente!
Encontrei a Fátima Bitu no “SOU DE VÁRZEA ALEGRE”. Gostei muito desse encontro. Que pena! Não posso dizer o mesmo: Sou de Várzea Alegre...
Amo Várzea Alegre, seus vales e montes, seus contrastes, sua gente simpática, hospitaleira, humilde e batalhadora.
Amo Várzea Alegre, mas além das águas do Machado, bebi das águas do riacho das Bravas. Quanta honra poder falar dos dois com muito carinho.
Amo Várzea Alegre como amo Cariús, o Ceará, o Nordeste, o Brasil. E por falar em Brasil lembro-me de uma música do Altay Veloso que diz: Todavia Deus me fez palavra e som, deu-me a voz deu-me esse dom... e eu me sinto um sabiá...
Deus não me deu o dom de um sabiá, mas de uma maritaca... e eu vou!
Cada qual com o seu dom!
“Eu amo o meu País!”

Artemisia


 Eis a música, Palavra e Som, interpretada por Ricky Vallen.

terça-feira, 8 de março de 2011

Estrela Rosa

Várzea Alegre, região do Cariri, sertão cearense, terra de gente maravilhosa! De verdadeiras preciosidades. Verdadeiras estrelas. Aquelas que nascem com um brilho especial. Escolho, entre tantas raridades, uma Rosa. Todos têm a sua rosa preferida. Também tenho a minha. A Rosa que falo não se encontra em qualquer jardim. É uma Rosa que enfrenta “sol a sol”, vento, chuva forte e ela ali firme.
Há quem cante a beleza da rosa. Quem escreva O Nome da Rosa. Luiz Gonzaga tinha a sua Rosinha. Mas a minha Rosa, não a rosa da rosa da rosa de Hiroshima!
A minha Rosa é diferente. É uma menina alegre, inteligente e muito especial. Grande empreendedora. Sei que ela gosta muito de uma rede, mas não tem tempo a perder curtindo uma rede só. Êpa! Não é o que você está pensando. Ela fabrica redes e em Várzea Alegre.
Essa Rosa é uma estrela e como brilha! Obrigada, Rosa, por você existir e ser uma lição para mim e para todos que a conhecem.
Artemísia                                                          

segunda-feira, 7 de março de 2011

É Carnaval

“São três dias de folia e brincadeira...”
Eu adoro carnaval. É uma festa maravilhosa, colorida! Tenho grandes, boas e nem tão boas recordações...
Por volta dos anos setenta, pobre e sem dinheiro, lógico!
Nosso carnaval era no Recreio Social (Clube da época, atrás da Prefeitura Municipal) Que saudade! Oh tempo bom... Hoje é melhor, porque aqui estou contando a história.
Quem participava do bloco de Dayse Diniz? ...
Minhas irmãs, eu e nossas amigas de mesmo status social fazíamos o nosso carnaval a nossa maneira e condição.
Brincávamos três dias! Três dias, porque às vezes íamos no domingo e na terça-feira para economizar.
Mas dessa vez foram “três dias de folia e brincadeira... até quarta-feira”!
Sobrou-me uma tremenda dor no joelho. Dessa dor, impressionei que a perna ia cair.
Certo dia, deitada de lado numa rede, chorando, uma lágrima cai.  Do olho que estava logicamente inclinado... Foi a gota que faltava e eu chorei mais ainda, porque estava chorando somente por um olho!
Veja o que faz um pontinho de desequilíbrio no cérebro...
O tempo foi correndo e eu seguindo com ele.
Hoje sei que uma perna não cai assim simplesmente!
Continuo com as duas firmes e fortes... Para aguentar muitos outros carnavais!

Artemísia