Palavras de amor, palavras de afeto, palavras de alegria, palavras de amizade, palavras de carinho. São tantas palavras... Palavras, palavras...


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Várzea Alegre Congelada

Se eu tivesse congelado
Várzea Alegre antigamente,
Eu voltava no passado
Com a minha boa gente.
Juntava a rapaziada,
Cada um com a namorada
Na rua do Juazeiro.
Afinava um violão,
Cantava a melhor canção
De um poeta violeiro.
Comia um bolo ligado
No café de João maduro,
Que não vendia fiado
Porque não tinha futuro.
Depois eu ia na praça,
Só para flertar com Graça.
Que nunca me deixou quieto.
Comprava lá na esquina,
Dois mil réis de brilhantina
A José Felipe Neto.
Se eu ficasse apertado
Não fazia nem lundu,
Corria muito apressado
Pro beco de Zé Ginu.
Lá do beco a gente ouvia,
Quando o locutor dizia
A mensagem de rotina:
- Com carinho a letra G,
Oferece para a B
O xote Cintura Fina.
Ia lá pra Zé Bitu
Com Dedé e Nicolau,
Para pegar um bigu
No misto de Lourival.
Varria o Cine Odeon,
Depois vendia bombom
Ganhando uma comissão,
Vigiado por Tonheiro,
Porque, dinheiro é dinheiro
Desdobra qualquer cristão.
Comprava o milho cozido
Que Chico Nenem vendia
E o sabugo roído
Rebolava na bacia.
Rezava pra Deus do céu,
Acreditava em Noel
E desprezava o racismo.
Vivia com aquela gente,
Como criança inocente
Sem conhecer o machismo.
Fazia uma serenata
Com Nilton, Caubí e Tércio,
Caçava nambu na mata
Com Manoel de Natércio.
Comia mel com farinha,
Dizia: - Oba Costinha!
E o maluco respondia.
Juntava a turma legal,
Domingo de carnaval
E caía na folia.
Contava com a ajuda
De Cicim de Zé Bile,
Só para roubar o Juda
De Carlito Cassundé.
Eu comprava a Valdelíz,
As flores pra Diassís
Sem ter no bolso um vintém.
Também via no bilhar,
Luís Inácio jogar
Sem perder para ninguém.
Mas tudo foi só saudade
Não deu para congelar,
Porém a minha vontade
Era do tempo voltar.
Mesmo sem congelamento,
Vou guardar no pensamento
Até o final da vida.
É como viver de novo,
Junto com aquele povo
Na minha terra querida.
Raimundim Piau.

Isabel Andrade, Uma Criança Notável, Uma Menina Moça








Madinha Bel- assim intitulada pelos irmãozinhos distribuidora de doces ternurinhas e fraternos cuidados.
Quando Meirinha nasceu, fiquei perplexa em ver a minha coleguinha (éramos internas no colégio Santa Teresa, Crato), num vai e vem, arfante. Do internato pra maternidade, tal uma abelhinha diligente, um sopro de pétalas.
Em férias, colocava torno da mesa para ministrar aulas de boas maneiras (assim como manda o regime do internato).
- Como vocês devem se servir. Como descascar uma banana, uma laranja etc. Lavar as mãozinhas antes das refeições. Nunca se esqueçam de ceder o seu lugar ao idoso e assim por diante.
Porém Danilo, já com o narizinho empinado, fez represália, certa vez, pelas normas estabelecidas e declarou firme, aos quatro ventos:
- Hoje terminou o reinado de da madinha Bel!!! Ahhhhh!
Esta garota aos 12 anos de idade auxiliava a mãe com 7 filhos menores. Os outros cuidados domésticos não se comparam aos seus... Uma menina sempre moça.
Mais tarde recebeu o cetro, ou seja, a faixa de rainha do arroz de Várzea Alegre!!!
Titulo merecedor pelos seus lindos olhos verdes, por toda a sua beleza.
Porém, nada lhe fez subir a cabeça, madura, maravilhosa.
Digna desta homenagem.

Maria Otília Diniz Arcoverde

do seu livro "crianças da minha vida e outros escopos" página 58

domingo, 17 de julho de 2011

Deus Nunca Erra!


Um rei que não acreditava na bondade de DEUS. Tinha um servo que em todas as situações lhe dizia: Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito, Ele não erra!
Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.
Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse: Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.
O servo apenas respondeu: Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o porquê de todas as coisas.
O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra! Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo. Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos.
Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.
Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito afetuosamente. Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?
Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito.

Para refletir! Mensagem recebida de amigos, via e-mail.

Estresse e Trabalho

Talvez o ambiente do trabalho tenha se modificado e acompanhado o avanço das tecnologias com mais velocidade do que a capacidade de adaptação dos trabalhadores. Os profissionais vivem hoje sob contínua tensão, não só no ambiente de trabalho, como também na vida em geral. Há, portanto, uma ampla área da vida moderna onde se misturam os estressores do trabalho e da vida cotidiana. A pessoa, além das habituais responsabilidades ocupacionais, além da alta competitividade exigida pelas empresas, além das necessidades de aprendizado constante, tem que lidar com os estressores normais da vida em sociedade, tais como a segurança social, a manutenção da família, as exigências culturais, etc. É bem possível que todos esses novos desafios supere os limites adaptativos levando ao estresse.
O tipo de desgaste à que as pessoas estão submetidas permanentemente nos ambientes e as relações com o trabalho são fatores determinantes de doenças. Os agentes estressores psicossociais são tão potentes quanto os microorganismos e a insalubridade no desencadeamento de doenças. Tanto o operário, como o executivo, podem apresentar alterações diante dos agentes estressores psicossociais.
O desgaste emocional a que pessoas são submetidas nas relações com o trabalho é fator muito significativos na determinação de transtornos relacionados ao estresse, como é o caso das depressões, ansiedade patológica, pânico, fobias, doenças psicossomáticas, etc. Em suma, a pessoa com esse tipo de estresse ocupacional não responde à demanda do trabalho e geralmente se encontra irritável e deprimida.
Um dos agravantes do Estresse no Trabalho é a limitação que a sociedade submete as pessoas quanto às manifestações de suas angústias, frustrações e emoções. Por causa das normas e regras sociais as pessoas acabam ficando prisioneiras do politicamente correto, obrigadas a aparentar um comportamento emocional ou motor incongruente com seus reais sentimentos de agressão ou medo.
No ambiente de trabalho os estímulos estressores são muitos. Podemos experimentar ansiedade significativa (reação de alarme) diante de desentendimentos com colegas, diante da sobrecarga e da corrida contra o tempo, diante da insatisfação salarial e, dependendo da pessoa, até com o tocar do telefone. A desorganização no ambiente ocupacional põe em risco a ordem e a capacidade de rendimento do trabalhador. Geralmente as condições pioram quando não há clareza nas regras, normas e nas tarefas que deve desempenhar cada um dos trabalhadores, assim como os ambientes insalubres, a falta de ferramentas adequadas.
Fatores intrapsíquicos (interiores) relacionados ao serviço também contribuem para a pessoa manter-se estressada, como é o caso da sensação de insegurança no emprego, sensação de insuficiência profissional, pressão para comprovação de eficiência ou, até mesmo, a impressão continuada de estar cometendo erros profissionais. Isso tudo sem contar os fatores internos que a pessoa traz consigo para o emprego, tais como, seus conflitos, suas frustrações, suas desavenças conjugais, etc.
O extremo oposto, ou seja, ter uma vida sem motivações, sem projetos, sem mudanças na ocupação ao longo de muitos anos, sem perspectivas de crescimento profissional, assim como passar por período de desocupação no emprego também pode provocar o mesmo desenlace de Síndrome de Burnout. Mesmos sintomas podem surgir em ambos casos, ou seja, falta de autoestima, irritabilidade, nervosismo, insônia e crise de ansiedade, entre outros.
Sobrecarga
A sobrecarga de agentes estressores também pode ser considerada um fator importante para eclosão do estresse patológico no trabalho. A sobrecarga de estímulos estressores é um estado no qual as exigências do ambiente excedem nossa capacidade de adaptação. Os quatro fatores principais que contribuem para a demanda excessiva de agentes estressores no trabalho são:
1. urgência de tempo;
2. responsabilidade excessiva;
3. falta de apoio;
4. expectativas excessivas de nós mesmos e daqueles que nos cercam.
Falta de Estímulos
A falta de estímulos também pode resultar em estresse patológico e doença. O risco de ataques cardíacos, por exemplo, são significativamente maiores nos dois primeiros anos após a aposentadoria. Nesses casos a condição associada ao estresse costuma ser o tédio, a sensação de nulidade e/ou a solidão, portanto, a falta ou escassez de solicitações também proporciona situações estressoras.
Às vezes, no final do dia, sentimos nosso corpo exausto mas, apesar disso, experimentamos uma agradável sensação de bem estar. Em geral uma atividade pode se tornar muito gratificante quando possui um significado especial ou quando desperta grande interesse em nós.
No trabalho, as atividades medíocres, destituídas de significação ou aquelas onde não temos noção do porquê estamos fazendo isso ou aquilo, podem ser extremamente estressantes. As tarefas alta-mente repetitivas ou desinteressantes também podem produzir estresse. Essas situações de carência de solicitações ou a sensação de falta de significado para as coisas que fazemos costumam também causar estresse em crianças e idosos.
Ruído
O ruído excessivo pode causar estresse pela estimulação do Sistema Nervoso Simpático, provocando irritabilidade e diminuindo o poder de concentração. Dessa forma, o ruído pode ter um efeito físico e/ou psicológico, ambos capazes de desencadear a reação de estresse. Este fator estressante pode produzir alterações em funções fisiológicas essenciais, como é o caso do sistema cardiovascular.
O ruído também pode influenciar outros hormônios, como a testosterona, por exemplo, e dessa forma, pode ter efeitos prolongados sobre o organismo, considerando que as alterações hormonais são sempre de efeito mais longo. Experiências com pilotos de aeronaves na Argentina demonstraram que, ao ficarem expostos aos ruídos de alta intensidade das turbinas aéreas, sua produção de testosterona reduziu-se pela metade. Além disso, foi relatada uma forte correlação entre a perda de audição devida a ruídos e a concentração plasmática de magnésio.
Alterações do Sono
O contínuo atraso do sono pelos horários de trabalho, viagens e variações do rítmo das atividades sociais, facilitadas pelo uso da luz elétrica e atrações noturnas, pode levar à insônia e, conseqüentemente ao estresse. Na síndrome de fusos horários das viagens internacionais, recomenda-se não tomar decisão importante ou não competir antes da readaptação fisiológica.
Os operários que fazem turnos ou têm trabalho noturno, geralmente possuem um sono de má qualidade no período diurno. Isso se dá em decorrência dos conflitos sociais (coisas que fazemos de dia e coisas que fazemos de noite) e do excesso de ruído diurno. Essa má qualidade do sono acabará provocando aumento da sonolência no período de trabalho (seja noturno ou diurno), muitas vêzes responsável por acidentes, desinteresse, ansiedade, irritabilidade, perda da eficiência e estresse.
Falta de Perspectivas
A esperança, perspectiva ou expectativa otimista é uma das motivações que mais aliviam as tensões do cotidiano. Saber (ou achar) que amanhã será melhor que hoje, ou o mês que vem melhor que este, ou ano que vem será bem melhor, etc, são sentimentos que aliviam e minimizam a ansiedade e a frustração do cotidiano.
Está claro que na falta das boas perspectivas ou, o que é pior, na presença de perspectivas pessimistas a pessoa ficará totalmente à mercê dos efeitos ansiosos do cotidiano, sem esperanças de recompensas agradáveis. Há ambientes de trabalho onde o futuro se mostra continuamente sombrio. É completamente falso acreditar que funcionários temerosos produzem mais. O medo motiva para a ação durante um breve período de tempo (veja a fisiologia do estresse), mas logo sobrevêm o estado de esgotamento com efeitos imprevisíveis.
Mudanças Constantes
Esse assunto merece considerações mais amplas. As necessidades de mudanças podem ser comparadas a um ciclo vicioso; o momento presente está quase sempre exigindo mudanças, essas mudanças acabam trazendo novos problemas. Esses problemas despertam novas soluções, as quais passam a exigir novas mudanças e assim por diante.
Mudanças determinadas pela empresa
Esse tipo de mudanças pode ser determinada por uma nova chefia ou devido à nova orientação geral da empresa, seja por causa de alguma fusão ou aquisição da empresa. Normalmente esse tipo de mudança pode gerar muita insegurança, inicialmente.
Até agora associamos sempre o estresse à adaptação e, diante das mudanças, o que mais se solicita das pessoas é a adaptação, portanto, é o momento onde o estresse está acontecendo. Evidentemente as pessoas naturalmente possuidoras de dificuldades adaptativas sofrerão mais. Abrir mão de métodos usuais para aprender ou aceitar novos métodos sempre exige uma participação emocional importante.
A pessoa que passa por momentos de ansiedade e estresse por causa de mudanças deve ter em mente que, mesmo que o departamento esteja sendo "desmontado" ou algum colega estimado esteja perdendo sua posição, ela continuará sendo o mesmo profissional que é, seus conhecimentos continuarão intactos e a empresa poderá utilizá-los até de forma melhor na nova situação. Nessa situação o mais importante é não deixar que considerações emocionais (mágoa, orgulho, inveja, rancor, etc) dominem o lado racional.
Mudanças devidas à novas tecnologias
A tecnologia normalmente está em contínua substituição por sistemas mais modernos. Nessa situação também as pessoas são emocionalmente solicitadas à se adaptar ao novo. Nesse caso o estresse será variável, de acordo com as Disposições Pessoais e de acordo com o tipo dessa nova tecnologia a ser implantada.
Pela Disposição Pessoal sofrerão mais as pessoas com instabilidade afetiva, com traços marcantes de ansiedade ou já previamente estressadas. Em relação às próprias mudanças, sofrerão mais as pessoas confrontadas com novas tecnologias ideologicamente diferentes das anteriores.
Na Inglaterra, há anos, foi feita uma pesquisa entre trabalhadores de uma refinaria de petróleo e de uma central telefônica, ambas submetidas à mudanças tecnológicas radicais. Na refinaria, apesar das mudanças para automação terem sido profundas, como o sistema de craqueamento do petróleo é sempre o mesmo, a incidência de estresse foi mínima entre os funcionários, inclusive entre os mais antigos.
Entretanto, na telefônica a situação foi muito diferente. O novo sistema não tinha nenhuma analogia com o anterior e os funcionários mais antigos tiveram que ser transferidos ou demitidos. Isso mostra que as exigências para adaptação ao novo exercem profundo impacto sobre a ansiedade (e estresse, conseqüentemente) das pessoas.
Mudanças devidas ao mercado
As constantes exigências do mercado sempre são levadas a sério pelas empresas e, freqüentemente, determinam mudanças de procedimentos no trabalho. Os ansiosos tende mais para o estresse devido, principalmente, à ansiedade antecipatória, ou seja, a ansiedade que aparece muito antes de quaisquer resultados das mudanças.
Embora o bom senso recomende que as pessoas devam estar continuamente atentas aos resultados dessas mudanças, sofrer antecipadamente não resolve problemas, não facilita a adaptação e podem determinar atitudes precipitadas danosas.
Mudanças auto-impostas
São as exigências que fazemos de nós mesmos. Em psiquiatria, o mais sadio é que estejamos sempre inconformados e sempre adaptados. Isso significa que, através do inconformismo estamos sempre buscando fazer com que o amanhã seja melhor que o hoje. Entretanto, é indispensável que a pessoa se mantenha adaptada às circunstâncias atuais, mesmo que sejam circunstâncias adversas.
Sadio seria reclamar do trânsito, quando este está ruim, para podermos buscar opções que melhorem nossa vida em relação à esse trânsito (mudar itinerários, horários, etc), outra coisa é estarmos padecendo de hipertensão, úlcera, ansiedade ou enxaqueca por causa desse trânsito ruim. Essa é a diferença.
O próprio inconformismo humano exige uma reciclagem constante, ou seja, exige mudanças continuadas e necessidades de adaptação à essas mudanças. Encarar a mudança sob uma perspectiva de crescimento e adequação pode ajudar nossa adaptação, considerá-la uma tarefa tediosa, inútil e humilhante "para quem já sabe tanto", favorece o descontentamento, a ansiedade e, conseqüentemente, o estresse.
Ergonomia
O conforto humano em seu trabalho deve ser sempre considerado, em se tratando de estresse. Como enfatizamos sempre, não devemos privilegiar apenas as razões emocionais em relação ao estresse, por ser este uma alteração global do organismo (não apenas emocional).
Aqui deve ser considerado o conforto térmico, acústico, as horas trabalhadas ininterruptamente, a exigência física, postural ou sensoperceptiva e outros elementos associados ao desempenho profissional. Ambientes hostis, em termos de temperatura, unidade do ar e contacto com agentes agressivos à saúde fazem parte da exigência física a que alguns trabalhadores estão submetidos. Daí a enorme importância do acessoramento técnico da Medicina do Trabalho para prevenir estados de esgotamento.
Atividades que exigem posições anti-fisiológicas, repetitividade de exercícios danosos, e permanência exagerada em atitudes cansativas fazem parte das exigências posturais a que são submetidas as pessoas durante o trabalho.

Fonte: Daniela Carneiro

Psicóloga Online
Psicóloga São Paulo
consulta@danielacarneiro.com

Como Tirar Manchas De Roupas

MANCHAS OLEOSAS, GORDURA OU GRAXAS
Você pode tentar tirar com um detergente doméstico (de cozinha), mas use um sem cor. Aplique sobre a mancha, esfregue com água, aguarde cerca de 3 minutos e ponha para lavar.
O talco também ajuda. Ele absorve parte da oleosidade. Aplique bastante talco sobre a mancha e deixe por algumas horas. Depois lave bem. Se não tiver talco, tente farinha de trigo ou ainda um papel bem absorvente, pressionando bem com para tirar o excesso.
Existem alguns produtos de pré-lavagem nas prateleiras dos supermercados que podem ajudar bastante. Olhe no verso das embalagens e procure na composição um produto chamado “tensoativo”. Ele é ótimo para tirar esse tipo de mancha. O sabão de lavar roupas também tem este tensoativo, mas em menor concentração.
Em gorduras mais concentradas, você pode molhar uma escova de roupa em uma mistura de água e amoníaco e passar sobre a mancha. Repita a operação, desta vez embebendo a escova em água e vinagre.
Eu li em algum lugar que a margarina vegetal pode ajudar a tirar as manchas de graxa, mas sinceramente não sei como. Se alguém tentar e der certo, por favor, me avise. A margarina tem uma certa oleosidade, mas não vai estragar a sua roupa.
Você também pode usar benzina, mas tome muito cuidado, pois ela também pode manchar. Seque com um secador de cabelo a medida que for passando benzina e tome cuidado para não passar benzina demais.
CHICLETE
Essa é fácil. Primeiro tente tirar o excesso com o lado sem corte de uma faca. Depois passe gelo sobre o chiclete. Ele deve endurecer e sair com facilidade. Você também pode fazer isso se grudar chiclete no seu cabelo.
Outra opção é colocar a roupa no congelador (dentro de um saco plástico) e esperar o chiclete endurecer
BATOM
Primeiro passe um tecido ou uma toalha absorvente para tirar o excesso. Cuidado para não espalhar ainda mais. Lave com detergente transparente ou branco (aquele de cozinha mesmo) esfregando delicadamente.
Se não sair, tente deixar de molho com leite morno.
Se ainda não saiu passe misture removedor com um pouco de detergente neutro, esfregue a mistura na mancha suavemente e coloque para lavar.
Esfregar com álcool sobre o tecido pode resolver o problema. Deixe um outro tecido atrás para que a mancha seja transferida para ele.
Se ainda não deu resultado tente esfregar um pouco de benzina, mas nesta fase você já está correndo o risco da benzina produzir uma outra mancha no lugar do batom. Lembre de secar com secador de cabelo enquanto você passa e não passar benzina demais.
Se ainda não saiu jogue a roupa fora (talvez seja mais difícil inventar uma desculpa para explicar o fato).
CAFÉ
Este é um problema sério. Além de o café ser meio que um corante natural, normalmente ele está quente, o que ajuda a fixar a mancha. Aja rápido e lave com água bem quente (se possível fervendo) e sabão até sair. Se não deu para lavar na hora, tente remover com um tecido molhado em glicerina (fazer o procedimento por meia hora) e depois lavar com água quente e sabão.
CERVEJA
Passe algodão com álcool sobre a mancha e lave com água morna e sabão. Se não sair, tente aplicar água oxigenada sobre a mancha, aguarde alguns minutos e lave com água quente.
Esmalte de Unhas
Use a acetona ou o removedor de esmaltes e em seguida lave com água e sabão. Sempre coloque um outro tecido atrás para que a mancha possa ser transferida. Atenção; Não use a acetona sobre um tecido de acetato. Ela vai destruí-lo.
CHOCOLATE
Tire o excesso na hora com um tecido ou com um papel bem absorvente, com cuidado para não espalhar mais a mancha. Lave imediatamente com água e sabão.
Se a mancha for antiga, deixe de molho em leite quente por umas duas horas e depois lave. Se não sair use álcool e esfregue delicadamente. Outra opção é aplicar glicerina sobra a mancha e lavar com água morna.
É muito mais difícil tirar uma mancha de fundue de chocolate se não agir na hora lavando com água e sabão. A mancha fixa muito mais com o chocolate ainda quente.
SUCO DE FRUTAS OU MANCHAS DE FRUTAS
Procure lavar na hora com água e sabão para evitar que a mancha fixe à roupa.
Se não puder lavar na hora, deixar de molho em água oxigenada, água e sabão e depois lavar com água quente e sabão é quase sempre suficiente, mas algumas manchas de frutas são mais difíceis de tirar.
Se a mancha não sair, deixe de molho em leite morno por cerca de uma hora e depois lave com água e sabão.
Algumas manchas mais profundas podem ainda resistir. Neste caso lave com vinagre branco e álcool.
As Manchas de banana podem ser retiradas também esfregando um pouco de querosene no local. Cuidado para não esfregar demais ou pode desbotar o tecido.
MOLHO DE TOMATE
Se possível tente lavar na hora com água e detergente de cozinha sem cor. Você também pode tentar lavar com água, sabão e alguns daqueles produtos com “tensoativo” encontrados nas prateleiras dos supermercados (nós já falamos deles para tirar manchas oleosas e de gordura). Aplicar uma camada de talco no local ajuda a absorver o excesso. Você pode também utilizar amido em pó, deixando até secar bem e esfregando em seguida com escova.
FERRO DE PASSAR
Aqui temos um problema. Se você usou o ferro muito quente sobre um tecido sintético, pode ser que ele tenha fundido superficialmente (derretido como um plástico). Pode ser que não tenha solução. Experimente esfregar em diversas direções com uma escova de roupas de pontas duras até levantar novamente os “pelos” achatados e sumir com a diferença de tonalidade.
Se for uma fibra natural, use o vapor do próprio ferro e esfregue delicadamente com uma escova de pontas suaves sobre a marca e lave com água e sabão.
LAMA/BARRO
É melhor removê-las depois de seco, com uma escova áspera. Se não sair, diversas lavagens seguidas vão progressivamente eliminando a sujeira. Se for deixar de molho, lembre de trocar a água várias vezes ou ela ficará lamacenta e sujará toda a roupa. Aplicar vinagre branco na água pode ajudar.
MOFO
Siga este receita: primeiro deixe de molho em água bem quente por cerca de 30 minutos. Em seguida lave em água fervente com bicarbonato de sódio. Duas colheres de bicarbonato para cada litro d’água são suficientes. Depois enxágue em água corrente e em seguida com água e amoníaco. Utilize uma colher de sopa de amoníaco para cada 2 litros de água. Seque ao sol. Outra opção é tentar aplicar água oxigenada sobre a mancha e deixar secar ao sol.
SANGUE
A mancha de sangue as vezes é bem difícil de tirar. Deixe o tecido de molho e depois lave com água fria. Usar um alvejante a base de água oxigenada também funciona bem. Outra opção é aplicar água oxigenada sobre a mancha, deixar por cerca de 15 minutos e depois lavar com água, alvejante sem cloro (água oxigenada de novo) e sabão.
TINTA DE CANETA
Depende do tipo de caneta. Comece esfregando com álcool, tomando muito cuidado para não desbotar o tecido e nem espalhar mais a mancha. Sempre deixe um outro tecido atrás para que a tinta da caneta seja transferida para ele. Para tinta esferográfica você pode ainda tentar deixar algumas horas em uma vasilha com leite azedo e depois lavar bem.
Outra opção é aplicar laquê (de cabelo) sobre a mancha, deixe secar bem e lave com água e sabão. Se não sair, tente aplicar aguarrás ou removedor, deixe por alguns minutos e lave em seguida.
DESODORANTE E SUOR
É sempre muito difícil dizer como tirar manchas de desodorante. O problema é que o desodorante reage com o suor. Existem diversos tipos de desodorantes e mais do que um tipo de suor. Algumas opções podem dar resultado, dependendo do tipo de desodorante, do tipo de suor, da mancha existente e do tipo de roupa. Você pode começar usando um tensoativo (veja o parágrafo sobre manchas oleosas) aplicando sobre a mancha por 5 minutos e depois lavar.
Apesar de eu não recomendar usar sempre, alguns daqueles produtos de pré-lavagem dos supermercados resolvem bem neste caso. . O detergente (de cozinha) sem cor pode ajudar, mas dificilmente tira a mancha sozinho.
Outra solução possível é aplicar água oxigenada diretamente sobre a mancha, deixar cerca de 20 minutos e depois lavar com água quente, mas esta opção pode clarear a peça na região em que foi aplicada, então é melhor utilizá-la em roupas brancas ou claras.
Se não funcionar, você também pode tentar aplicar água com bicarbonato de sódio sobre a mancha, deixar de molho e depois lavar com água e sabão.
Se ainda não deu certo, tente aplicar suco de limão e depois lavar bem com água e sabão. Se ainda não saiu, há a opção de usar vinagre branco sobre o local e depois lavar bem.
TINTA DE PAREDE
Normalmente sai com querosene, gasolina ou benzina, mas lembre-se dos cuidados para aplicar a benzina sem manchar ainda mais. Deixar de molho em aguarrás também funciona.
VINHO
Esta é uma mancha difícil de tirar. Aja rápido, lave na hora com água (se possível morna) e sabão. Alguns restaurantes têm sempre um pouco de talco para jogar nesta hora, mas farinha de mandioca ou polvilho também podem ajudar a absorver o liquido derramado.
Se não tiver como fazer algo na hora, ao chegar em casa esprema suco de limão e lave com água quente. Outra saída é esfregar vinho branco na mancha de vinho tinto e depois lavar com água e sabão. Se for uma roupa branca ainda há a possibilidade de lavar com alvejante sem cloro (jogue sobre a mancha) e depois deixe lave com água, sabão e alvejante à fervura por 30 minutos.
Espero ter ajudado de alguma forma. Se precisar de algo mais, escreva para o meu e-mail:

jailzaalcantara@hotmail.com
jailzaalcantara@ig.com.br

sábado, 16 de julho de 2011

                               

                        Desiderata - Max Ehrmann  (Narrado por Cid Moreira)




Dedicamos, a quem passar por aqui, este momento de reflexão.

O último

"O último trago, o penúltimo copo;
a última lágrima, a penúltima mágoa;
o último beijo, a penúltima entrega;
o último amor, a penúltima promessa;
o último jardim, a penúltima flor;
meu último prazer, o penúltimo amor;
minha última namorada, a penúltima mulher;
o último gole, o penúltimo boteco;
meu último suspiro, minha penúltima aparição;
minha última solidão, meu penúltimo sofrimento
a derradeira flertada, a penúltima cantada;
a derradeira vida, a penúltima morte;
meu último desejo, minha penúltima certeza...
você, meu último amor, minha última verdade!


(jose valdir pereira)