Palavras de amor, palavras de afeto, palavras de alegria, palavras de amizade, palavras de carinho. São tantas palavras... Palavras, palavras...


sábado, 31 de dezembro de 2011

ARTEMÍSIA


Arte
Artesanato
Artigos
Escritos no papel
Assim é Artemísia
A amiga
Do Israel

Me Falta palavras
E nesse palavreado
Fico todo encabulado
Sem saber me expressar
Pois nessa arte
Que faço parte
Não tem descarte
Só tenho que falar

Na arte de escrever
Tenho muito que aprender
É o que posso ver
E também no papel tentar
Pegando nesse papel
Foi amargo como fel
Mas busquei o doce mel
para poder então rimar

Se fosse Antonia eu poderia
Uma rima encontrar
Pois muito fácil sei que é
Mas digo neste instante
falo firme e constante
Que quando a amiga é de verdade
Não existe falsidade
Só podemos somente amar

Brincando de ser poeta
Sigo a minha reta
Buscando lapidar a rima
E aqui nesse papel tento passar
Todo meu pensar
E tamanho o meu afã
Não sei se é mais prima
Ou até mesmo irmã
Sei que é somente Artemísia
Que dela sou muito fã.

Israel Batista.


*Nesse poema homenageio a Artemísia, já que seu blog chama-se Palavras, Palavras. Eu resolvi nesse poema brincar com as palavras e as formas da poesia, não seguindo uma sequencia que da qual vocês puderam notar nos versos, desejo a ela, ao seu esposo e a todos os seus filhos um ano rico e próspero e feliz.

*Ilustração eu e Artemísia

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2012


O ano tá terminando
Começo a imaginar
O que virá de bom
No próximo que vai chegar
É pedir muita saúde
E paz no meu lar
Que os povos se abracem
E comecem a se amar
Pois em dois mil e doze
Tudo, tudo pode mudar.

Ame sem cessar
E não machuque o irmão
Pois se você errar
Peça sem medo o perdão
E a cada dia busque fazer
A caridade e buscar a união
Pois Deus te dará muita paz
E alegria em seu coração
Pois em dois mil e doze
Espero ter muita emoção.

Israel Batista

Feliz 2012 a todos os meus leitores do blog, amigos virtuais e reais e todos meus familiares, e quem em 2012 possamos caminhar lado a lado promulgando a paz.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O FIGO


O figo é o fruto da figueira, planta do gênero Ficus, da família das moráceas, do qual existem mais de 1.000 espécies. Uma delas é a figueira comum, botanicamente denominada Ficus Carica. Desde os tempos pré-históricos, o fruto da figueira é apreciado como alimento, tendo sido mencionado nas obras de Homero, Heródoto e outros autores da época clássica, bem como no Velho Testamento. Na pirâmide de Gizé, já apareceram figos esculpidos, e várias lendas gregas e romanas estão relacionadas ao fruto. A figueira é originária da Arábia, e difundiu-se em tempos remotos pela região mediterrânea, sendo hoje cultivada em quase todo o mundo.
A figueira comum é arbusto ou arvoreta de um ou vários caules, retos ou tortuosos, folhas alternas e palmilobadas, inflorescências monoicas, podendo atingir de 5 a 8 metros de altura. CAracteriza-s por sua grande longevidade, e uma velha figueira, plantada por Pizarro, vive ainda no pátio do palácio do governo em Lima, no Peru.
O figo é o receptáculo oco e carnoso, com pequena abertura na extremidade distal, em cuja parede se inserem primeiro as flores e, em seguida, os frutos. O figo tem as dimensões de um pêssego pequeno, e pode ser preto, vermelho, verde e até amarelo. Os figos são comidos frescos, enlatados, em conserva e secos. Do suco do figo pode-se preparar álcool, vinho e um mordente para tingir fazendas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

TUDO ISSO O SOLO NOS DÁ...


- Cenoura: Raiz da planta do mesmo nome (daucus carotas) da família da Umbelíferas. Cultivada pelo seu grande teor alimentício, principalmente de vitamina A, que o organismo elabora a partir do caroteno, matéria que lhe dá a cor característica.
- Pepino: Fruto do pepineiro. É uma baga longa, cilíndrica, carnosa, cuja casca fina ora se apresenta lisa, ora com pequenos espinhos. A cor varia do branco, verde-amarelo ou amarelo forte. Pertence a panta anual rasteira à família Cucurbitáceas (Cucumis sativus), originária provalmente da Índia.
- Couve: Planta da família das Crucíferas. Existem várias espécies, sendo as mais conhecidas: couve comum, couve-de-bruxelas, brócolis, couve-flor e couve-nabo.
- Beterraba: Planta da família das Quenopodiácea (Beta vulgaris), de raiz carnuda, muito utilizada na alimentação e da qual se extrai açúcar semelhante ao da cana. É bienal, produzindo grossa raiz no primeiro ano, para dar flores e sementes no segundo.
- Nabo: Designação que no Brasil inclui os gêneros botânicos Brassica napus e Brassica campestris, ervas de raiz tuberosa, da família das Brassicáseas. É muito empregado na alimentação humana e em medicina doméstica.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

MENSAGEM DE NATAL



Senhor
Quisera
Neste natal
Armar uma
Árvore dentro do
Meu coração e nela
Pendurar, em vez de
Presentes, os nomes de
Todos os meus amigos de longe e
Os de perto. Os antigos e os mais
Recentes. Os que vejo a cada dia e os
Que raramente encontro. Os sempre lembrados
E os as que vezes
Ficam esquecidos. Os constantes e os intermitentes.
Os da horas difíceis e os das horas
Alegres. Os que sem querer magoei ou,
Sem querer me magoaram. Aqueles que me são
Conhecidos apenas pela aparências. Os que pouco me
Devem e aqueles
A quem muito devo. Meus
Amigos humildes e meus amigos
Importantes. Os nomes de todos os que já passaram pela minha vida. Uma árvore de raízes muito profundas, para que novos nomes, vindos de todas as partes, venham juntar-se aos existentes. De sombra muito agradável, para que
Nossa amizade seja um momento de repouso, nas lutas da vida. Que
O natal esteja vivo em cada dia do ano novo que se inicia, para que as luzes
Da vida estejam presentes em toda a nossa existência e concretizem, com
A ajuda de Deus , todo os nossos desejos.

Autor Desconhecido

sábado, 24 de dezembro de 2011

Mote pedido pelo poeta Cláudio Souza.



QUEM COSTUMA CORTAR PÉ DE CAJARANA
NÃO MERECE NEM SENTIR O CHEIRO DELAS.

Quando Deus fez o mundo, foi plantando
Cajarana, coqueiro e cajueiro,
Mas por conta de interesse financeiro
Tem pessoas que vão logo derruabando.
O machado e a foice vão cortando
Transformando as florestas em mazelas,
No lugar onde tinha um bosque, tem favelas
Contrariando a vontade soberana.
QUEM COSTUMA CORTAR PÉ DE CAJARANA
NÃO MERECE NEM SENTIR O CHEIRO DELAS.

Lá no Chico eu ví numas fogueiras
Muita cinza de cajarana pelo chão,
Não adiantou a interferência de São João
Pra conter aquelas mortes traiçoeiras.
E assim nossas plantas pioneiras
Vão morrendo sem coroas e nem velas,
E o Ibama não liga para elas
Porque árvores não dispõe da boa grana.
QUEM COSTUMA CORTAR PÉ DE CAJARANA
NÃO MERECE NEM SENTIR O CHEIRO DELAS.



  Mundim do Vale - Enviado por e-mail

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

É Natal de Cristo

É tempo de reflexão. Parar e pensar no ano que termina.
Acreditar que o ano vindouro será ainda mais venturoso.
É tempo de perdoar e viver o nascimento dentro de si, para si e para o outro.
É tempo de ser feliz!
Feliz Natal de Cristo para todos.
Um 2012 recheado de bonanças!
Um grande abraço.
Artemísia e colaboradores.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

COMO FAZER A SOBRANCELHA


01. Na hora de fazer as sobrancelhas, prefira sempre a luz natural, para enxergar melhor.
02. Não fique muito próxima do espelho e evite aqueles espelhinhos de aumento, porque você perde a noção do conjunto e pode remover pelos demais.
03. Marque com lápis de olhos o começo e o fim da sobrancelha. Primeiro, coloque um lápis ao lado do nariz, passando pelo canto interno do seu olho, e marque o início da sobrancelha. Os pelinhos que ficaram para fora da marca são os que podem ser retirados.
04. Para fazer o arco, posicione o lápis no canto externo do nariz, de modo que ele passe pelo meio do olho. Retire os pelos que sobram abaixo da região.
05. Para marcar o final, posicione o lápis do canto do nariz ao canto externo do olho. Faça outra marca.
06. Puxe com firmeza os pelos que estiverem fora dessa marcação, sempre no sentido do crescimento dos fios.
07. Retire a penugem que fica entre as sobrancelhas e na testa.
08. Para evitar que a pele fique avermelhada, passe um hidratante antes da depilação. Ao terminar, passe uma pedra de gelo envolvida em um lenço.
09. Se surgir a dúvida entre tirar ou não algum fio, é melhor deixá-lo onde está.
10. Para finalizar, penteie as sobrancelhas e passe rímel transparente. Você também pode usar uma escova de dentes umedecida com spray fixador de cabelo.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Liberdade


       Engana-se quem pensa ter liberdade por ser independente financeiramente ou maior de idade. Na adolescência sonha com a liberdade de ir e vir, fazer o que bem quiser e entender, sem ter que dar satisfação a deus e o Mundo! Porém se esquece de um pequeno detalhe: não é autossuficiente... A dependência é para sempre. Para sempre quer dizer enquanto vive. Porque depois que morre, meu amigo, não nos cabe conhecer. Pois se depende até da Boa Vontade dos outros para nos conduzir à Eterna Morada.
       O que é liberdade, senão um estado de espírito?
       Sou livre quando posso sorrir, falar, abraçar o meu próximo.
       Sou livre quando tenho sonhos a realizar e os torno possíveis.
    Sou livre quando amo sem egoísmo. Porém o amor nos torna livre e prisioneiro também.
Quantos amores “para sempre!” que não duraram mais que um dia?
Aquele amor da adolescência que jura a morte e se mata. Quantas vezes matamos e morremos de amor...  Aquele amor que mereceu o mínimo da nossa energia desperdiçada. Valeu a pena porque a alma não era pequena (Fernando Pessoa), mas só foi eterno enquanto durou (Vinícius de Moraes), queimou e ardeu sem se ver como o fogo a ferida que doeu sem dor (Camões), para depois principiar novamente porque já é outro amor. Foram dois, cinco, perdida a conta. Noites mal dormidas. Insônia e sonhos vãos. Música que marca. Perfume que relembra. São trocados por novos poemas, de acordo com o Estado de Espírito!
        Liberdade é ser você mesmo, se é que você consegue. Conheço alguém que vive falando que nunca se é sozinho, somos sempre parte dos outros: pais, mães, irmãos, filhos, netos, tios, avós e por aí vai. Somos presos a uma série de conceitos e preconceitos. Tendo hora certa para sair de casa e para voltar, pois tendo responsabilidade tanto para com o trabalho quanto para com a família, devem-se satisfações aos dois lados.
        Livre é o pássaro fora da gaiola porque voa para onde quer até que lhe tirem a vida.
        Livre é a borboleta ao sair do casulo até completar sua hora.
        Livre é quem não se apega a pequenas ou grandes armadilhas que vida lhe prega.
        Livre é todo aquele que acredita e escolhe ao que quer se prender.
      Liberdade, palavra bonita e sonhada por uma grande maioria e conquistada por poucos!

                                                           Artemísia

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Palavras de Madre Tereza de Calcutá

O dia mais belo? Hoje.
A coisa mais fácil? Errar.
O maior obstáculo? O medo.
O maior erro? Abandono.
A raiz de todos os males? O egoísmo.
A distração mais bela? O trabalho.
A pior derrota? O desânimo.
Os melhores professores? As crianças.
A primeira necessidade? Comunicar-se.
O que mais lhe faz feliz? Ser útil aos demais.
O maior mistério? A morte.
O pior defeito? O mau humor.
A pessoa mais perigosa? A mentirosa.
O pior sentimento? O rancor.
O presente mais belo? O perdão.
O mais imprescindível? O lar.
A rota mais rápida? O caminho certo.
A sensação mais agradável? A paz interior.
A proteção efetiva? O sorriso.
O melhor remédio? O otimismo.
A maior satisfação? O dever cumprido.
A força mais potente do mundo? A fé.

As pessoas mais necessárias? Os pais.
A mais bela de todas as coisas? O amor.

Madre Tereza de Calcutá

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

RELAÇÕES HUMANAS


1- As seis palavras mais importante:
ADMITO QUE O ERRO FOI MEU.

2- As cinco palavras mais importante:
VOCÊ FEZ UM BOM TRABALHO.

3- As quatro palavras mais importante:
QUAL A SUA OPINIÃO?

4- As três palavras mais importante:
FAÇA O FAVOR.

5- As duas palavras mais importante:
MUITO OBRIGADO.

6- A palavra mais importante:
NÓS

7- A palavra menos importante:
EU

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Abençoe...


Não pergunte por que, e nem qual o motivo, pare uns minutos e abençoe.
Abençoe o dia, pois ele é a esperança de realizar seus sonhos.
Abençoe os familiares, pois são o seu alicerce, a base de sua vida.
Abençoe a condução, o seu carro, o ônibus, o metrô, o trem ou o barco, é como você pode se deslocar com rapidez.
Abençoe o clima; bendita chuva que limpa o ar e irriga a terra, bendito o sol que enche de vida o nosso planeta.
Abençoe os professores, que se dedicam a guiar nossos passos.
Abençoe os amigos, sem eles nós não caminhamos.
Abençoe os que nos odeiam, ou carregam inveja ou rancor, são eles que nos motivam a ser cada dia melhores.
Abençoe todos aqueles que duvidam de sua capacidade de realizar, serão a força para o seu sucesso.
Abençoe o alimento que chega até você, ele é fruto do trabalho de alguém, e vai saciar a sua fome.
Abençoe as dificuldades, elas são capazes de exercitar a sua capacidade de realizar.
Abençoe os que te criticam, serão as molas que te impulsionarão para o topo.
Abençoe os que te humilham, pobres infelizes que estão secos por dentro. Orai por eles.
Abençoe os que te caluniam, serão testemunhas da sua honestidade.
Abençoe os que se aproximam de você, e dê um crédito a todos, até que provem o contrário todos são dignos de confiança.
Abençoe os que te amam de verdade, é por eles que a vida vale a pena ser vivida.
Abençoe o tempo, valorize cada segundo da sua vida, o próximo minuto pode ser o seu minuto de glória, não o desperdice com lamentações.
Abençoe-se, você é a coisa mais importante para Deus neste momento.

Autor Desconhecido

domingo, 4 de dezembro de 2011

Maria da Minha Infância - Padre Zezinho



Para aqueles que acreditam no poder fantástico da Oração e por meio dela se mantêm em sintonia com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo, sem esquecer a Mãe, Nossa Fiel Intercessora. Um venturoso Advento e um belo Natal!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

I Started a Joke - Bee Gees


            Para aqueles que gostam da vida... E estão sempre começando uma brincadeira!

sábado, 26 de novembro de 2011

Sand Art - Praia - Rio de Janeiro - Brasil

Um presente para Andressa

                                                     

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pretenção - Por Mundim do Vale.


AH SE EU TIVESSE:

- O conhecimento da genealogia, que tem o Antônio Morais.
- O gosto pela terra, que tem João e Renato Bitu.
- A inteligência, que tem Izabel Vieira.
- O amor por a cidade, que tem Klébia Fiuza, Fideralina, Fátima Bezerra.
- A veia poética. que tem O Sávio Pinheiro.
- O conhecimento de jornalismo, que tem Cláudio Sousa.
- A capacidade literária, que tem Zé Bitu , Linda Lemos e José Valdir.
- O conhecimento jurídico, que tem o Dr. Flavinho Cavalcante.
- O carisma, da Flor do Chico.
- A sensibilidade com as flores, que tem Didí Morais.
- A simpatia que tem, Melyne, Duda João Pedro e Aloísio.
- O gosto pela literatura, que tem Francisco Gonçalves.
- O carinho que tem, pelo sertão o Luís Lisboa.
- A mania de cobrar, que tem o Tropeiro do Mameluco.
- O apetite pela literatura, que tem Israel Batista.
- Uma forma de fazer com que, Vicente Almeida, Dihelson Mendonça, Flor da Serra Verde e Flor das Bravas, fossem conterrâneos nossos. Se eu podesse acumular todas essas qualidades à minha pessoa, gritaria para os quatro cantos do mundo.

SER VARZEALEGRENSE É:
COMPOR O BLOG DO SANHAROL.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Moraliza o Poeta nos Ocidentes do Sol a Inconstância dos Bens do Mundo


Gregório de Matos

Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a Luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

domingo, 20 de novembro de 2011

Sand Art - Arte em Areia


Quando criança, brincávamos muito nas areias do riacho, onde colhíamos água para o nosso consumo.
Enquanto a mãe enchia as cabaças com a água limpinha, produzíamos nossas artes na areia, sem saber
que éramos artistas.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A felicidade está a sua procura...



Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. 

Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 
Se achar que precisa voltar, volte! 
Se perceber que precisa seguir, siga! 
Se estiver tudo errado, comece novamente. 
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a. 
Se perder um amor, não se perca! 
Se o achar, segure-o! 
  
FERNANDO PESSOA

domingo, 13 de novembro de 2011

O Prejuízo do Pedreiro

  Por Mundim do Vale.

 

Samoel Holanda, resolveu fazer uma reforma na sua casa de Maranguape e para tanto, achou melhor trazer os profissionais de Várzea Alegre.
Falou com seu pai Senhor, que imediatamente recrutou o pessoal e embarcou para Fortaleza. Entre os trabalhadores estava Chico de Geraldo Vieira, um cidadão trabalhador mas um tanto ingênio.
Concluído o trabalho Samoel fez o pagamento e embarcou eles de volta para Várzea Alegre, chegaram numa quinta feira, quando foi no sábado , Chico chegou na padaria às quatro horas da madrugada chamando Senhor.
Logo que Senhor atendeu ele disse:
- Senhor! Eu vim aqui prumode você telefonar ugente para Samoel.
- Telefonar pra que? Faltou algum pagamento?
- Faltou não omi. É pra você dizer a ele qui mande deixar um sabunête siminovo qui eu deixei lá no banheiro.

Fonte: Airtom Holanda.

Dedicado a: Airtom Holanda e Bibi que é tia do personagem encarregado de mandar o sabonete de volta.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mourão Que Você Cai – Mundim do Vale x Cláudio Souza


M - Poeta chegou a hora
De começar um mourão!
Lá vai uma, duas e três…

C – Mundim mas que confusão
Você tá fazendo agora!
Lá vai quatro, cinco e seis…

M – Nunca gostei de questão
Porque questão não me atrai!

C – Cuidado que você cai…

M – Eu tou firme coma a planta,
Já você, nem mais levanta,
Se é por dez pés lá vai!

C – Poeta não adianta
Você vir me aborrecer!
Lá vai uma, duas e três…

M – Desse jeito nem a santa
Vai poder lhe convencer!
Lá vai quatro, cinco e seis…

C -  Eu só posso lhe dizer
Que assim você se isvai!

M – Cuidado que você cai…

C – Eu nuca fui de reboco,
Hoje vou lhe dar o troco,
Se é por dez pés lá vai!



M- Tamanho é pra tirar coco,
Coragem é só pra bombeiro!
Lá vai uma, duas e três…

C – Você não é violeiro,
E nem aguenta soco!
Lá vai quatro, cinco e seis…

M – Deixe de ser encrenqueiro,
Que só quem castiga é pai…

C – Cuidado que você cai…

M – Cáio segurando a prima,
Você não segura a rima,
Se é por dez pés lá vai…

C – Você auto se estima,
Mas não passa de um gabola!
Lá vai uma, duas e três…

M – A dupla só vai pra cima,
Porque tem minha viola!
Lá vai quatro, cinco seis…

C – Seus versos são como ima,
Tudo que não presta atrái!

M – Cuidado que você cai…

C – Não cáio nem imtrupico,
Sou bom aqui e no Chico,
Se é por dez pés lá vai…




M – Você só tem lá no Chico,
O apoio da galêga!
Lá vai uma, duas e três…

C – Você só canta fuxico,
Arrodeado de nêga!
Lá vai quatro, cinco e seis…

M – Você vai é pagar mico
Peta do paraguai!

C – Cuidado que você cai…

M – Cáio mas fico de pé,
Você vai de marcha ré,
Se for por dez pés lá vai!

C – Em você não boto fé,
Com um cigarro na mão!
Lá vai uma, duas e três…

M – Você não é um cristão,
Não venha com ké ké ké.
Lá vai quatro, cinco e seis…

C – Você é um Zé Mané
Parece que não tem pai!

M – Cuidado que você cai…

C - Você não tem um roteiro,
Nunca foi um violeiro,
Se é por dez pés lá vai!

 M – se eu não sou um bom parceiro,
Vá procurar Israel!
Lá vai uma, duas e três…


C – Israel é pra cordel,
Mas tem o Sávio Pinheiro!
Lá vai quatro, cinco e seis…

M – Sem Expedito Pinheiro
Você do canto não sai!

C – Cuidado que você cai…

M – Não cáio nem desanimo,
Sou forte em tudo que rimo,
Se é por dez pés lá vai…

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Bicho da Goiaba

Por Raimundinho Piau


Eu não consigo aquí precisar o ano, mas foi mais-ou-menos em 1960.
Depois do triste falecimento do meu  tío Raimundo Piau, sua filha Socorro, que tinha de treze a quatorze anos, foi estudar na cidade e ficou morando na nossa casa de número 04 na rua Padre José Alves, ou rua da lagoa.
Além da boa convivência aquela menina ajudava a minha mãe no reforço escolar dos meus irmãos mais novos, já manifestando alí a sua vocação para a excelente educadora que é hoje.
A casa vizinha de número 06 que pertencia a Maria de Bárbara, foi cedida pela proprietária para ser ocupada por uma religiosa de nome Emília Gadelha, que nós tratávamos carinhosamente por Vovó Gadelha.
No quintal daquela casa tinha uma goiabeira que os seus frutos eram conhecidos na cidade, como os mais graúdos e saborosos.
O único bicho que aquelas goiabas tinham, era somente eu, porque quando Vovó Gadelha saía para a igreja onde fazia suas preces para o Coração de Jesus, eu fazia uma verdadeira devassa naquela goiabeira.
Um dia Socorro me chamou para comprar umas goiabas com ela. Chegamos lá Socorro falou:
- Vovó Gadelha. Eu queria comprar umas goiabas, quanto é uma?
- É mil réis. Mais miá fia vai pricisar se assubí mode tirá.
Socorro pegou dez mil réis e falou:
- Eu quero comprar dez, mas não faz bem eu subir de vestido, por isto eu trouxe meu primo Raimundino pra subir. ( naquele tempo as garotas ainda não vestiam shorts nem calças compridas ).
Vovó Gadelha disse:
-- Apois tá bom, mais diga a Reimundo pra ter coidado prumode num derrubar as verde.
Eu subí na goiabeira e Socorro ficou recolhendo as frutas em uma sexta. Só que nem Socorro nem Vovó Gadelha estavam notando a minha malandragem. Quando eu jogava uma pra Socorro, botava outra na boca e jogava duas em um tanque de acumular água que tinha no pé do muro dividindo os dois quintais.
Chegando em casa eu fui direto no tanque onde tinha mais de vinte goiabas. Quando Socorro viu a arrumação falou decepcionada:
- Mais Raimundinho. Como é que você foi fazer uma coisa dessa? Você fez um furto e me comprometeu também.
Enquanto eu morria de vergonha, ela desenvolvia um plano para resolver o problema. Depois do plano feito ela falou:
- Pronto Raimundinho. Eu vou pagar o prejuízo de Vovó Gadelha e ao mesmo tempo lhe poupar de um constrangimento.
Pegou mais dez mil réis e foi até lá;
- Vovó Gadelha eu trouxe mais dez mil réis pelas goiabas que levei.
- Pricisa não miá fia. Você já pagou o mermo tanto qui os ôto paga nas guaiaba.
- Mas Vovó, é porque as goiabas que o Raimundinho tirou são maiores, elas são o dobro das outras e assim sendo eu quero pagar em dobro.
A atitude daquela garota foi para mim uma lição de honestidade que eu conservo até hoje.

Socorro Morais Martins, dedica esse causo a: Seu irmão Nilo Morais e a sua prima também educadora, Artemísia Sátiro.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Passeio ao CC Marinha Do Brasil

          Passeando com nossos alunos no Centro Cultural Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro, visitamos o Navio Bauru e o Submarino, ambos da primeira guerra mundial, depois pela Baía de Guanabara com direito a guia, que tudo nos explicava nos mínimos detalhes.  Olhando sua beleza natural completada pela arquitetura da Ilha Fiscal, o MAC de Niterói, a Ponte Costa e Silva e mais alguns navios de guerra que lá se encontravam, próximo à Ilha das Cobras. Foi um passeio em navio também da primeira guerra. Pudemos ouvir um pouco da nossa História, a história do Último Baile do Brasil Imperial, que aconteceu na Ilha Fiscal, no dia 9 de novembro de 1889.
         Conversando com o meu colega, enquanto esperávamos a nossa vez, observo uns alunos que também passeavam por lá. Eram de uma aparência tão boa que me chamou a atenção. Todos eram meninos, blusa branca, sem muito destaque no uniforme. A qual Colégio pertencia, não identifiquei. Mostrei ao meu colega tudo o que havia observado e ele acrescentou: “Todos de pele branca. É de Escola Particular”. Depois ficamos sabendo que não eram de qualquer escola particular, eram do Colégio São Bento. Daí serem todos meninos, os gêneros não se misturam.
A aparência aí não enganou, era gente bem tratada e alimentada culturalmente. A cor da pele... Ah, a cor da pele, então porque é negro tem de ser pobre! Não posso acreditar, mas é verdade. Todos brancos! Pelo menos no grupo que lá passeava. Não conheço o universo do referido colégio para saber se todos são brancos, mas predomina a cor branca.
         O passeio foi muito interessante para todos nós. Somos da Zona Oeste, periferia do Grande Rio. Um certo aluno observou o ambiente e comentou em voz: “Olha como aqui é tudo limpinho!”  Aterro do Flamengo, tudo gramado, verde e limpo!
Aproveitei para mostrar para ele e demais colegas a necessidade de se cuidar bem do lugar onde moramos e não ficar esperando que os outros venham conservar para nós.
De volta à sala de aula, comentando e avaliando o passeio, percebi que alguns alunos também
observaram certos detalhes como o da cor da pele. O passeio foi agradável. O tempo estava ótimo para o passeio de “barco”!