Palavras de amor, palavras de afeto, palavras de alegria, palavras de amizade, palavras de carinho. São tantas palavras... Palavras, palavras...


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Passeio ao CC Marinha Do Brasil

          Passeando com nossos alunos no Centro Cultural Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro, visitamos o Navio Bauru e o Submarino, ambos da primeira guerra mundial, depois pela Baía de Guanabara com direito a guia, que tudo nos explicava nos mínimos detalhes.  Olhando sua beleza natural completada pela arquitetura da Ilha Fiscal, o MAC de Niterói, a Ponte Costa e Silva e mais alguns navios de guerra que lá se encontravam, próximo à Ilha das Cobras. Foi um passeio em navio também da primeira guerra. Pudemos ouvir um pouco da nossa História, a história do Último Baile do Brasil Imperial, que aconteceu na Ilha Fiscal, no dia 9 de novembro de 1889.
         Conversando com o meu colega, enquanto esperávamos a nossa vez, observo uns alunos que também passeavam por lá. Eram de uma aparência tão boa que me chamou a atenção. Todos eram meninos, blusa branca, sem muito destaque no uniforme. A qual Colégio pertencia, não identifiquei. Mostrei ao meu colega tudo o que havia observado e ele acrescentou: “Todos de pele branca. É de Escola Particular”. Depois ficamos sabendo que não eram de qualquer escola particular, eram do Colégio São Bento. Daí serem todos meninos, os gêneros não se misturam.
A aparência aí não enganou, era gente bem tratada e alimentada culturalmente. A cor da pele... Ah, a cor da pele, então porque é negro tem de ser pobre! Não posso acreditar, mas é verdade. Todos brancos! Pelo menos no grupo que lá passeava. Não conheço o universo do referido colégio para saber se todos são brancos, mas predomina a cor branca.
         O passeio foi muito interessante para todos nós. Somos da Zona Oeste, periferia do Grande Rio. Um certo aluno observou o ambiente e comentou em voz: “Olha como aqui é tudo limpinho!”  Aterro do Flamengo, tudo gramado, verde e limpo!
Aproveitei para mostrar para ele e demais colegas a necessidade de se cuidar bem do lugar onde moramos e não ficar esperando que os outros venham conservar para nós.
De volta à sala de aula, comentando e avaliando o passeio, percebi que alguns alunos também
observaram certos detalhes como o da cor da pele. O passeio foi agradável. O tempo estava ótimo para o passeio de “barco”!

domingo, 30 de outubro de 2011

Sinfonia de passarinhos

                          
         São cinco horas da manhã. Acordo, mas permaneço imóvel na cama, a ouvir a raríssima beleza que a Natureza nos oferece, apesar dos maus tratos e descuidos de certo seres que se dizem humanos.
Eles estão ali, comprometidos com nada. Sem obrigação nenhuma, fazendo sua alvorada. É uma mistura de sons e uma melodia. Enquanto eu a pensar, vou meditando e perguntando quem será o maestro dos passarinhos? Comparo aos humanos, quem os faz ter compromisso e responsabilidade para a cada manhã despertar tão cedo e cantar, cantar e voar alegremente sem nenhuma preocupação se a conta será alta, se terá alimento, se falta alguma coisa para completar a sua felicidade.
         Os humanos, ah, os humanos! Deveriam aprender dos passarinhos essa grande lição: Com nada ter de se preocupar e cantar e bailar e ser feliz... Mas não, primeiro pergunta o que vou ganhar com isso, quanto vou ganhar quem vai me pagar para que eu faça este trabalho?
Sei, somos mesmo muito diferentes dos passarinhos, eles têm casa, comida, roupa... Um pequeno quintal e uma humilde goiabeira, um pezinho de acerola, outro de amora, pronto, aí tem tudo. Moram, comem, dormem e é um luxo o seu viver.
Nós, não. Nós queremos mais, sempre mais. É justo. É certo. Faz parte do crescimento humano, sonhar, crescer, querer sempre mais e melhor, mas é importante que junto ao querer ter some-se o querer ser e tentar fazer-se maior e melhor a cada dia. Não melhor que o outro numa competição desmedida, desenfreada. Ser melhor que você mesmo, superar-se na humildade, na mansidão, na compreensão, no perdão, em tudo que o faça diferente do outro e aproxime da orquestra dos passarinhos. Que todo dia cumpra o seu dever sem tirar o outro do seu fazer ou do seu lazer que nos alegra e nos encanta, tornando a nossa manhã prazerosa para que comecemos bem o nosso dia.
         Que maestro teria tal paciência para ensinar com tanta sabedoria?
Há um pequeno vídeo chamado “The Birds Song Score” – (A Partitura dos Pássaros). É um vídeo muito simples. Quem nunca viu um bando de andorinhas pousando nos fios elétricos dos postes da cidade? É isso que mostra, acrescentando as notas musicais, entra a sinfonia.
Grandes musicais a cada manhã e não precisamos morar afastados ou em florestas para sermos agraciados com um novo espetáculo. Tiremos desta oportunidade uma nova lição: A humildade que nos faz crescer como pessoas que se dizem civilizadas.
Espero que apreciem o vídeo, porém, mais ainda a sinfonia dos passarinhos!
Artemísia


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Um ano com palavras...

E mais palavras!
Tudo começou com uma bricadeira e um desejo de aprender.
Aprender a escrever!
É isso mesmo, aprender a escrever e trocar os escritos com outros curiosos e especialistas com as letras. Brincar de ser contista, cronista e poeta!
De escrever o que quiser sem preocupação com a verdade... Escrever!
Escrevi minhas memórias e minhas histórias...
Escrevi para ser feliz!
Um ano!
Parabéns a minha grande colaboradora Ilana e ao colaborador Israel.
Obrigada pelas quase três mil visitas a quem por aqui passou.
Nosso carinho.
Artemísia

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tia Bibi, a frase é esta:


"O escritor está sempre trabalhando em um livro, mesmo quando não está escrevendo". Antônio Callado

Andressa, que frase!
E eu estou sempre escrevendo, mesmo que não esteja trabalhando em um livro...
Mil beijos!

domingo, 23 de outubro de 2011

O Enigma da Praça


        Moramos em um bairro tranqüilo, onde as pessoas ainda se sentam pelas calçadas para conversar. Em frente fica uma praça onde há um campo de futebol e uma Escola Pública. Durante a semana há movimento, alunos passam, rapazes jogam bola. Ao lado, o Bar do Mário, onde há sempre pessoas jogando cartas, papeando, tomando uma cervejinha. Mas nessa noite, de clima ameno de primavera, a rotina foi outra. É sábado, não há alunos, nem cartas no Mário. O Bar está fechado? Talvez! Passam das dez horas, o silêncio é total e absoluto, mas de repente uns tiros como se fossem fogos. Não eram fogos. Não sabemos identificar que tipo de arma faz um barulho daqueles.
        Olha-se por cima do muro, meio escondidos, para ver o que esta lá fora, na Praça. Passam dois carros. Param, pessoas entram e vão, mas voltam. Há um terceiro carro parado, que disparou seu alarme na hora do tiroteio. Este carro é arrombado a pedrada. O alarme novamente dispara, mas logo é silenciado. Retiram dele alguns objetos, inclusive o estepe que levam para o outro carro que está bem próximo. Quem eram essas pessoas? O que faziam, é um enigma. Não se sabe.
        Quatro indivíduos, vestidos como gatos na noite. Não dizem que todo gato de noite é pardo? Roupas escuras, azuis, pretas, cinzas... Não identificamos a cor. Era tom escuro. Seriam policiais ou bandidos?! Não saímos do nosso canto para verificar de perto porque nunca se sabe o que está acontecendo.
Uma das curiosas ainda lamente: “defunto que é bom não tem!” Cruzes! Que é isso, menina?
Não, não vimos se havia morto. Ficamos só na curiosidade para saber o que estava acontecendo na tão sossegada praça.
Com certeza as conversas surgirão e todas as hipóteses serão levantadas, mas o que realmente houve lá é um enigma.
        Nessa noite perdi o Zorra Total. O Brasil se prepara para o futebol feminino contra o Canadá, são os jogos do Pan-Americano. E eu vou dormir. A rua no seu silêncio e alguns curiosos na esquina.
        Amanhece o dia como de costume. Um silêncio que só é cortado pelo canto dos passarinhos que vêm fazer a sua alvorada.
Levanto-me, vou direto olhar a Praça. Não há nada! Até o carro cujo alarme disparou, não está mais lá. Fora levado para onde? Terão incendiado? Nada se sabe, faz parte!
        Quanto à teoria do gato pardo de noite, isso era no tempo em que não havia energia elétrica, porque bem na hora de todo esse movimento um gatinho cruzou a rua e ele era bem branquinho. Não tinha como confundir. Ele não era pardo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

20 de outubro - Dia do Poeta


O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
Fernando Pessoa
Nossa homenagem a todos que fingem ser poetas!