Palavras de amor, palavras de afeto, palavras de alegria, palavras de amizade, palavras de carinho. São tantas palavras... Palavras, palavras...


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cadê a Praça?

A Praça não tinha flores. Nela havia pés de “Benjamin”, bancos e casais, uns a namorar outros a voltear, à noite. Era o templo das paixões, das ilusões, dos amores, dos rancores, das dores.
Ir à praça era ir ao paraíso, limpar a vista, ver os brotos do lugar.
Não havia o pipoqueiro, nem o sorveteiro, mas o vendedor de cana descascada, prontinha  pra chupar.
E o pirulito enrolado num papel enfiado num palito!
É o pirulito enfiado num palito ou é o palito enfiado no pirulito? Nossa preocupação era outra!
Havia Raimundo, José, Antonio, Pedro. Vários jovens, diversas idades. Alguns à procura de um bem querer. Outros só pra ver o que outros iam dizer. A piada, a poesia, a cantada, a fantasia.
Era uma praça cheia de vida.
Hoje é Praça dos Motoristas. Mas não há praça! Cadê a Praça? O tempo comeu...

sábado, 30 de abril de 2011

Mãe, palavra sem rima

Uma mãe é tão divina,
Que a própria rima ensina
Que só existe uma mãe.
Uma mãe rima não tem,
Pois a mãe só rima bem
Se a rima for mãe com mãe.


Helder França e Raimundinho

COMO NASCE UMA AMIZADE

 
Chegou na minha cidade
Uma garota faceira,
Que vinha lá da ribeira
Trazendo felicidade.
Eu disse com vaidade:
- Não pense que é desaforo,
Tu é um rico tesouro,
De um bom conta de fada.
Merece ser bem cuidada
Como um pacote de ouro.

A garota destemida
Me respondeu mesmo assim:
- Te orienta Raimundim
Que eu não sou convencida.
Nesses meus anos de vida
Nunca pensei em namoro,
Não sou pacote de ouro
E nem um conte de fada.
Fiquei muito embaraçada
Com esse seu desaforo.

- Garota não leve a mal
A minha indilicadeza,
Eu lhe juro com certeza
Que não foi intencional.
Acho muito natural
Um elogío a alguém,
Mostrando tudo que tem
Seu uzar de ironia.
Pois eu conduzo alegria
Sou mensageiro da paz.

- Eu recebo, meu amigo!
Seu pedido de perdão,
Também não tive intenção
De ser grosseira consigo.
Meu coração é um abrigo
Que tem a capacidade,
De acolher felicidade
E o seu forte argumento.
A partir desse momento
Você tem minha amizade.

Mundim do Vale.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Às Mães

A criança convivia com a mãe, do lar e com ela aprendia a ser do lar e de outros lugares também...
Hoje, a mãe, do lar e de outros lugares também, não tem o mesmo tempo e disposição para brincar, ensinando aos filhos e principalmente às filhas, modos, valores, etiquetas, ética e estética.
Era no lar, primeiro mundo da criança, que ela aprendia as lições de cidadania.
A criança pobre não tem a mãe a lhe ensinar por ser ocupada demais. Em contrapartida, as mães ricas não têm os seus filhos para ensinar por estarem ocupados demais.
A vida é cruel ou tornamo-nos insensíveis ao que é simples e belo?
O segredo é pensar na vida que escolhemos para nós. Tempo é questão de opção. Busquemos um pouco de paz e lá encontramos o segredo da vida feliz.
Rica ou pobre, cada uma do seu jeito, escolha o simples abraço de uma criança e perceba a grandeza de Deus.
Mãe, ame seus filhos e filhas. São uma dádiva do Criador para nós, mulheres!

                                Dedicado a quem é, a quem tem e a quem será mãe!
                                                                          Artemísia

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Foi Assim PÔÔÔÔ!

                                
              Pedrinho de Hermínia, um  excelente  motorista é também um eterno gozador. É impressionante a facilidade que  ele tem para contar piadas, imitando as vozes dos personagens.

              Numa ocasião em que Pedrinho trabalhava como motorista do caminhão  do  depósito  de  Sinval  Bilica, deu  um  prego  de  pneu  no município  de  Farias Brito. Pedrinho  logo procurou o pneu de reserva, mas notou que não tinha. O jeito  foi tentar se comunicar com o patrão. Ligou   para  o   telefone  do   depósito,  ele  não  estava,  ligou  para  a residência  ele  também  não estava, tentou o celular, deu fora de área. O motorista  já  começava  a  se aborrecer quando tentou novamente o celular, que desta vez atendeu e houve o seguinte diálogo:

              - Alô?

                           - Sinval!

                             - Oi.
              - Aqui é Pedrinho.

              - Diga Pedrinho.

                            - Eu tou no prego.

                            - E o que foi que aconteceu?
                                      
              - Papocou um pneu.
                                         
              - E como foi isso?
                                          
              - Foi assim ; PÔÔÔÔ!                   
                                       
Contribuição de Mundim do Vale

                                   



        

                                   

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Bar Da Macaca

  

  Certa vez chegou um circo em Várzea Alegre, que tinha como principal atração uma macaca gorila. Um dia lá a macaca escapou da jaula e saiu pela cidade acompanhada de algumas crianças. Chegando na Av. Getúlio Vargas, outros meninos que estavam brincando no calçadão também seguiram o animal. Quando já tinha em torno de quarenta garotos a macaca inventou de entrar no bar de Joaquim Orelha. Aí foi um Deus nos acuda. Uma ratoeira desarmou-se pegando o dedo da macaca que deixou ela enfurecida. A macaca ficou com a macaca. Quebrou cadeiras, mesas, garrafas e ainda jogou as bolas da sinuca na cabeça do neguinho de João Lopes.  Depois se acalmou um pouco e se comportou com generosidade abrindo coca-cola e distribuindo para a meninada.
Mandaram chamar o proprietário no mercado quando ele chegou foi quase louco, queria porque queria pegar a macaca.
Nesse momento chegava a imprensa para fazer a cobertura da matéria, quando o repórter Pedro Jorge chamou a atenção do proprietário:
- Não adianta Seu Joaquim. Para se pegar um animal desses tem que atrair ela com bananas e em seguida jogar um pneu para laçar.
- E adondé qui eu vou arrumar um pneu?
Um dos garotos que tinha sido contemplado com uma coca-cola e uma broa resolveu trair a macaca:
- Eu sei quem é qui tem um pneu. É Punduru.
- Apois  vá  lá  e  diga  a  ele  qui  eu mandei dizer qui ele viesse trazendo  o  pneu  pra  nós  pegar  essa  condenada, antes qui ela faça eu voltar pra roça.
Quando Punduru chegou foi trazendo um pneu de lambreta.
Joaquim orelha mal agradecido Disse:
- Arre égua Punduru!  Cuma é qui nós ramo laçar essa bicha desse tamãe, cum um pneu do tamãe duma liança?
Punduru falou igual a mãe de anão:
- É pequeno mais é meu! E quer saber duma coisa? Eu num vou ajudar a pegar macaca mais não, eu num sou dono de circo nem bar.
Nessa hora como o movimento já tava muito grande, a macaca notou que tinha sido traída por um aliado e não deixou mais nada inteiro, depois que ela quebrou tudo, sentou-se no balcão, cruzou as pernas e acendeu um cigarro Mistral para relaxar.
Foi nesse momento que chegaram os funcionários do circo com um cacho de bananas e uma rede de nylon para imobilizar o animal. Na saída do bar a macaca ainda se virou e deu tchau para a meninada.
Depois desse acontecimento o estabelecimento ficou sendo chamado de: BAR DA MACACA,

(Mundim do Vale)

Morreu, Depois Dismorreu.

                 
Um  certo  dia vinha da  Santa Rosa,  Osmundo Fiúza,  Aberto  Siebra, e  Zé de Bogim,  quando  descia  a ladeira da  Betanha,  Vicente  Custódio  vinha  numa bicicleta. Vicente perdeu o controle e pegou  Osmundo  de  cheio. Caiu Vicente caiu  Osmundo e a bicicleta ficou com os pneus pra cima que rodaram por mais de 15 minutos. Levaram  Osmundo para sua casa na antiga rua do Juazeiro em estado  de  morto.  Chegando  lá  foi  aquele corre-corre. Chamaram Dr. Lemos que foi logo categórico: -  É óbito!  A  comoção foi  geral. Era choro, vela acesa,
recado  para  parentes, carpinteiro  tirando  as  medidas para o caixão e a casa
totalmente  cheia.
Osmundo por sua vez dava notícia de tudo mas não podia piscar um olho, nem
levantar  um braço.  Eu  não  sei  como  isso pode acontecer, mas quem sabe a medicina não tenha uma explicação.  Ou  talvez  o próprio Osmundo que hoje é
espírita  kardecista encontre a resposta lá na sua doutrina.
Depois  de  três  horas  de  muita aflição, chegou  Dona  Zulmira  para rezar um
terço.  Todos  os  presentes  ficaram  de  joelhos com a cabeça baixa para orar.
Foi nesse momento que o suposto finado foi ficando  corado e de repente pulou da cama e foi ficar de joelhos do  lado de  Dona  Dozinha  com as mãos postas.
Foi aí que o tempo fechou,  correu  Ana Alves, Vicença Félix,  Manoel Martins e
outros. Quando  Belizário  correu a porta já estava cheia e ele teve que pular a
janela,  em  seguida  subiu  a  ladeira,  pegou a  rua  Major Joaquim Alves mais ligeiro do que fogo de broca quando tem aceiro mal feito.
Zé Teixeira quando viu aquele desespero perguntou:
- O que foi que houve Belizário?
- Foi Osmundo Fiúza qui morreu e adispois dismorreu!


Dedico a meu grande amigo  Osmundo Fiúza, que  está aí vivinho da silva para confirmar o meu causo.

Mundim do Vale.